Sábado fui a uma festa que alguns diriam que foi bem louca, salas diferentes, com coisas diferentes rolando em cada uma, performances, mulheres nuas, no centro, prédio abandonado, vídeos 'modernos', bandas 'cabeçudas', muita gente tatuada, com alargadores e piercings, muuuuuita 'pan-sexualidade'... Um monte de coisas e nada disso me impressionou. E aí pensei que estou ficando velha, chata, cínica e blasé.
Em compensação a festa de hoje que tenho certeza que muitos dos convidados estão indo por causa de trabalho e estão pensando que será um saco me deixou mega animada! Provavelmente porque é como ir à um show, mas definitivamente também tem a coisa leonina do 'glamour' e a dificuldade de conseguir um convite... Enfim, finalmente uma festa que me anima! Tanto que vou até de cílios postiços! A única coisa sem graça é ter que ir desacompanhada, mas tudo bem, o Twitter serve exatamente para isso, para quando eu preciso fazer um comentário mas estou sozinha.
"There's only one instant, and it's right now. And it's eternity."
quarta-feira, outubro 28, 2009
quarta-feira, outubro 14, 2009
Ontem eu fui dormir chateada, levantar hoje foi demorado, não sou pisciana, mas sempre quero continuar dormindo se tiver ido dormir chateada.
A Leila Diniz uma vez disse ”Eu posso dar para todo mundo, mas não dou para qualquer um", nesse ponto eu sou como ela, sim eu sou facinha, sem medo de assumir, eu gosto de sexo, me faz feliz, até quando é ruim é bom e não precisa de forma alguma estar ligado à “amor”, não faço cú doce, tenho diabetes. E óbvio que isso não significa que eu vou dar para qualquer um, todo mundo, não qualquer um, poucos e bons.
Aí que então de tempos em tempos eu cruzo com homens que entendem isso errado, que acreditam que por eu ter dado na primeira noite eu sempre estarei disponível, que me enxergam como “uma qualquer”, como um ser que existe para satisfazê-los. Esse é o caminho mais rápido para fora da minha cama porque não é legal se sentir “uma qualquer”, não precisa ter amor, mas tem que ter respeito e consideração.
E a questão é quando eu me engano, quando acredito que rola um respeito mas percebo que não, quando me sinto um objeto à disposição somente para o prazer, a satisfação alheia, isso me faz dormir chateada.
Mas o dia começou e depois de 10 anos eu conversei de verdade, bati papo e ri com meu 'ex', e foi ótimo, “terapêutico”, me enchi de carinho, lembrei de outro dia, quando liguei para dar 'Feliz Aniversário' (no dia errado) para outro 'ex' e ficamos um pusta tempo no telefone, rindo, falando bobagem.
Taí, acordei ainda chateada mas o dia foi passando e fui lembrada de mim, do quanto de amor e carinho existe na minha vida, na minha história, do quanto sempre valerá a pena me jogar e ser feliz, ser facinha, me apaixonar, me enganar, sorrir lembrando do passado, as boas lembranças, os bons e maus momentos. All's well that ends well.
A Leila Diniz uma vez disse ”Eu posso dar para todo mundo, mas não dou para qualquer um", nesse ponto eu sou como ela, sim eu sou facinha, sem medo de assumir, eu gosto de sexo, me faz feliz, até quando é ruim é bom e não precisa de forma alguma estar ligado à “amor”, não faço cú doce, tenho diabetes. E óbvio que isso não significa que eu vou dar para qualquer um, todo mundo, não qualquer um, poucos e bons.
Aí que então de tempos em tempos eu cruzo com homens que entendem isso errado, que acreditam que por eu ter dado na primeira noite eu sempre estarei disponível, que me enxergam como “uma qualquer”, como um ser que existe para satisfazê-los. Esse é o caminho mais rápido para fora da minha cama porque não é legal se sentir “uma qualquer”, não precisa ter amor, mas tem que ter respeito e consideração.
E a questão é quando eu me engano, quando acredito que rola um respeito mas percebo que não, quando me sinto um objeto à disposição somente para o prazer, a satisfação alheia, isso me faz dormir chateada.
Mas o dia começou e depois de 10 anos eu conversei de verdade, bati papo e ri com meu 'ex', e foi ótimo, “terapêutico”, me enchi de carinho, lembrei de outro dia, quando liguei para dar 'Feliz Aniversário' (no dia errado) para outro 'ex' e ficamos um pusta tempo no telefone, rindo, falando bobagem.
Taí, acordei ainda chateada mas o dia foi passando e fui lembrada de mim, do quanto de amor e carinho existe na minha vida, na minha história, do quanto sempre valerá a pena me jogar e ser feliz, ser facinha, me apaixonar, me enganar, sorrir lembrando do passado, as boas lembranças, os bons e maus momentos. All's well that ends well.
Blog um pouco abandonado, culpa em parte do Twitter, em parte da vida - que anda atrapalhada, ainda mais com a volta de todos os seriados que tenho passado horas assistindo, mas enfim...
Tive uma terapeuta que se revoltava um pouco com o que ela chamava de minha "faceta messalina" e uma vez ela sugeriu que eu implantasse na minha vida 2 regras:
1) Só sair com um homem que tivesse me convidado com pelo menos 48 horas de antecedência;
2) Só sair de novo com um homem que ligasse no dia seguinte.
(As recíprocas também era verdadeiras, eu só poderia esperar que um homem estivesse disponível se eu ligasse com 48 horas de antecedência e sempre que eu convidasse eu deveria ligar no dia seguinte)
Isso faz quase 10 anos, mas lembro disso de vez em quando e de fato acabei meio que incorporando um pouco dessas regras na minha vida, não de forma mega-rígida, claro, mas se eu gosto do cara de verdade, não só para um noite, ou algumas horinhas de diversão, eu quero que ele não assuma que estarei disponível para ele a qualquer momento, eu quero que ele ligue no dia seguinte.
Nada pior do que você gostar de alguém e esse alguém te tratar como um nada, como algo que orbita em volta dele, sem vida, à disposição a qualquer momento. Abala a auto-confiança e auto-estima de qualquer um. Ainda que eu sempre me lembre que sou uma pessoa de valor, legal, bonitinha, divertida e inteligente, é doloroso quando algumas pessoas não te valorizam de volta.
Continuei escrevendo, mas o post estava ficando gigante, com inclusive citação da Leila Diniz, quase um tratado sobre ser uma "mulher fácil" e a questão das conseqüências das escolhas que eu faço, então apaguei todo o resto, fica para outro dia, outro post.
Tive uma terapeuta que se revoltava um pouco com o que ela chamava de minha "faceta messalina" e uma vez ela sugeriu que eu implantasse na minha vida 2 regras:
1) Só sair com um homem que tivesse me convidado com pelo menos 48 horas de antecedência;
2) Só sair de novo com um homem que ligasse no dia seguinte.
(As recíprocas também era verdadeiras, eu só poderia esperar que um homem estivesse disponível se eu ligasse com 48 horas de antecedência e sempre que eu convidasse eu deveria ligar no dia seguinte)
Isso faz quase 10 anos, mas lembro disso de vez em quando e de fato acabei meio que incorporando um pouco dessas regras na minha vida, não de forma mega-rígida, claro, mas se eu gosto do cara de verdade, não só para um noite, ou algumas horinhas de diversão, eu quero que ele não assuma que estarei disponível para ele a qualquer momento, eu quero que ele ligue no dia seguinte.
Nada pior do que você gostar de alguém e esse alguém te tratar como um nada, como algo que orbita em volta dele, sem vida, à disposição a qualquer momento. Abala a auto-confiança e auto-estima de qualquer um. Ainda que eu sempre me lembre que sou uma pessoa de valor, legal, bonitinha, divertida e inteligente, é doloroso quando algumas pessoas não te valorizam de volta.
Continuei escrevendo, mas o post estava ficando gigante, com inclusive citação da Leila Diniz, quase um tratado sobre ser uma "mulher fácil" e a questão das conseqüências das escolhas que eu faço, então apaguei todo o resto, fica para outro dia, outro post.
quinta-feira, outubro 01, 2009
Ontem meu professor comentou que cansou, que quer que Dezembro chegue logo. Eu também, cansei, quero que Dezembro chegue logo.
Não tenho idéia de o que vou fazer quando Dezembro (talvez Janeiro ou Fevereiro) chegar, mas garanto que será melhor do que trabalhar, estudar ou pensar em escrever a monografia.
E de repente uma idéia antiga retorna, porque outro dia me convidaram para ir correr com (dos) touros em Pamplona, porque vi um vídeo ótimo, porque eu sempre tenho vontade de sair por aí quando estou entediada e de saco cheio...
sábado, setembro 26, 2009
Sábado passado eu estava com saudades de ser metade de um universo de dois, hoje estou me deliciando com ser um universo de uma.
Eu sou um animal ultra-social e por isso mesmo preciso tanto de dias como hoje, de silêncio, sem compromisso algum, acordar sem despertador, sair sem rumo, andando no solzinho que mais parece de Outono do que de Primavera, ler meus livros, ouvir minhas músicas, ficar comigo, desligar o telefone e sorrir pra estranhos na rua. Dia de andar no ritmo da minha própria batida.
Talvez eu esteja assim hoje porque meu irmão e meu outro irmão chegaram à Paris e eu estou tão feliz pelos dois. Talvez porque acordei e o dia está tão lindo. Talvez por causa da primavera, que tardou mas não falhou.
Talvez porque eu troquei a resistência do meu chuveiro e sempre fico feliz quando faço sozinha coisas que minha mãe diz que eu "devia arranjar um homem para fazer por mim". Ok, não funcionou, eu cansei de brincar de eletricista, assumi que foi o chuveiro inteiro que queimou e não só a resistência e deixei para resolver 2a. (e não se preocupe, eu tenho uma banheira, sou limpinha). Mas mesmo assim, é a segunda resistência que eu troco sozinha!
O importante é que depois de uma semana que foi bem difícil, hoje está sendo um dia em que eu me sinto feliz de ser quem eu sou, que eu aprecio demais minha própria cia, meu silêncio, "a música da minha existência". Dia de ficar feliz de saber que eu não deixo o mundo me vencer.
domingo, setembro 20, 2009
Tarde / Noite passada em (ótima) cia. só de casais - porque o mundo gira em pares e eu sou um número primo - e aí fiquei lembrando de duas coisas, uma cena linda linda de Lars and the Real Girl, quando ele leva a boneca a uma festa, e o que eu estava pensando outro dia sobre os universos paralelos que a gente cria quando estamos em casal.
Pensei nisso de 'universos paralelos' porque ultimamente ando tendo muitos encontros que são 'segredo', por motivos diferentes eu não posso contar para qualquer pessoa com quem eu saí ou transei, coisa meio inédita porque eu sempre fui uma pessoa que podia ser completamente clara sobre com quem eu dormi. Pensando nisso eu percebi que gosto dessa coisa de ter um segredo, desses mundos que existem com esses caras secretos (e calma com o plural, é só figurativo), esses universos que só existem dentro do meu apartamento, universo de duas pessoas.
Mas acabei concluindo que todo casal tem isso, um universo exclusivo, que existe em todo lugar em que as duas partes estão juntas. Fiquei lembrando de relacionamentos passados, as pequenas coisas, os pequenos hábitos desenvolvidos, os códigos, percebi que no fim, depois de tudo acabado e quase esquecido, foram esses universos de bobagens e peculiaridades que tornaram cada um desses relacionamentos que duraram tão únicos e especiais.
Resumindo então tudo isso, nessa madrugada de sábado, depois de passar a noite vendo casais e suas peculiaridades e mensagens não verbais e afins, sozinha em casa, eu sinto saudades de ser metade de um universo único que existe além de só aqui.
quinta-feira, setembro 17, 2009
The other day I said I was actually a man, tonight I know I'm a girl. This "medium luck in love" girl, from Jonathan Carroll
An excerpt from a letter. Friends and family were discussing an extraordinary woman who, for some mysterious reason, has had only medium luck in love. Someone who knows her very well said this:
"She wants what very few people know how to give. She wants all the simple things. Not many people know how to do simple anymore. She wants grilled cheese sandwiches at home dipped in ketchup served on a paper plate, not dinner at an expensive restaurant. She wants to sit on the beach at sunset, not some far away exotic vacation. She wants a handwritten note that says I care about you, not some piece of jewelry that was financed over three years. She wants you to brush her hair, not send her to some spa for a day.
"And she wants things even simpler than that. Simple things that it seems like we have all forgotten. She wants you to hold her hand while you're watching re-runs together on the couch. She wants you to look at her when you talk to her. So many guys have it all wrong. You think it is about where you take her and what you buy her for her birthday and for Christmas and you think it is about figuring out how her mind works. You think it is about being the best lover she ever had and you think it is about what she thinks of your career and your friends and your families and you think it is about all kinds of things that would never matter to her.
"As far as she's concerned, you can go out with the guys as often as you like. She *wants* you to have fun and enjoy yourself. You can have a job that keeps you and calls you away from home. She wants you to be happy with your work and she wants you to succeed. You can be so-so in bed. She wants to learn your body and have you learn hers. You can be greedy and selfish and demanding from time to time. She wants to work things through with you. You can see her once a week or once a month. She just wants to make the most of the time you get together.
"What does she want? That’s what someone asked. All she wants is to be loved, simply. Just like she loves everything in her life. There is no complex formula to the way she lives. Everything for her is simple and easy because everything comes from her heart. She wants to be loved from your heart. And no one in her life has done that yet because people spend way too much time over-thinking things and over-analyzing things and doing stupid or manipulative things and finding reasons not to just love from the heart. "
And then he got up and left. And no one said another word
An excerpt from a letter. Friends and family were discussing an extraordinary woman who, for some mysterious reason, has had only medium luck in love. Someone who knows her very well said this:
"She wants what very few people know how to give. She wants all the simple things. Not many people know how to do simple anymore. She wants grilled cheese sandwiches at home dipped in ketchup served on a paper plate, not dinner at an expensive restaurant. She wants to sit on the beach at sunset, not some far away exotic vacation. She wants a handwritten note that says I care about you, not some piece of jewelry that was financed over three years. She wants you to brush her hair, not send her to some spa for a day.
"And she wants things even simpler than that. Simple things that it seems like we have all forgotten. She wants you to hold her hand while you're watching re-runs together on the couch. She wants you to look at her when you talk to her. So many guys have it all wrong. You think it is about where you take her and what you buy her for her birthday and for Christmas and you think it is about figuring out how her mind works. You think it is about being the best lover she ever had and you think it is about what she thinks of your career and your friends and your families and you think it is about all kinds of things that would never matter to her.
"As far as she's concerned, you can go out with the guys as often as you like. She *wants* you to have fun and enjoy yourself. You can have a job that keeps you and calls you away from home. She wants you to be happy with your work and she wants you to succeed. You can be so-so in bed. She wants to learn your body and have you learn hers. You can be greedy and selfish and demanding from time to time. She wants to work things through with you. You can see her once a week or once a month. She just wants to make the most of the time you get together.
"What does she want? That’s what someone asked. All she wants is to be loved, simply. Just like she loves everything in her life. There is no complex formula to the way she lives. Everything for her is simple and easy because everything comes from her heart. She wants to be loved from your heart. And no one in her life has done that yet because people spend way too much time over-thinking things and over-analyzing things and doing stupid or manipulative things and finding reasons not to just love from the heart. "
And then he got up and left. And no one said another word
segunda-feira, setembro 14, 2009
"The only things in life that are important are the things you remember." - Jean Renoir
Eu pensei em várias formas de começar esse post, começar falando sobre o barato da música, sobre a minha frase favorita de um dos meus filmes favoritos (“There's only one instant, and it's right now. And it's eternity.”), sobre algo que minha amiga me disse outro dia – como ela estava parada no farol da Consolação e de repente começou a tocar 'Old habits die hard' e ela olhou p/ cima e viu o lugar onde ela comia Pizza Hut na cama, sendo feliz – sobre como algumas músicas sempre lembro onde eu a ouvi pela primeira vez, como essas músicas para sempre estarão atreladas àquele momento específico, especial. Aqueles momentos que são a minha vida, a minha trilha sonora, momentos que me trouxeram até aqui.
Mas eu resolvi ser objetiva e começar contando que ontem, antes de dormir, meu iPod, que tem vontade própria, começou a tocar a música aí em cima e eu fui transportada para o momento em que a ouvi pela primeira vez, quando quis pagar de esperta e logo disse 'Bette Davis Eyes' remix (a brincadeira era 'Qual é a música?') e um par de olhos me olhou, sorrindo, daquele jeito que diz ”não, perdeu, eu ganhei”, uma boca parou de beijar meu corpo e sorriu também e disse o que os olhos já haviam me explicado. E eu sorri de volta, impossível não sorrir de volta mesmo tendo perdido a brincadeira.
O ponto desse post é que fui dormir ainda sorrindo e hoje o dono daqueles olhos, daquela boca, por transmissão de pensamento, depois de semanas, me mandou uma mensagem, que me fez sorrir de novo, ainda. Esse é o barato da música, da vida, dos momentos que a gente lembra por causa de uma música, porque a gente não lembra com peso, é leve, é sorrindo. Tudo aquilo passou, está no passado – porque as plantas que não têm para onde crescer acabam murchando e morrendo - mas sempre continua presente, é minha história – a menos que eu bata a cabeça e tenha amnésia e mesmo assim ainda acredito que vou ouvir algumas músicas e sorrir, sem saber por quê.
Eu pensei em várias formas de começar esse post, começar falando sobre o barato da música, sobre a minha frase favorita de um dos meus filmes favoritos (“There's only one instant, and it's right now. And it's eternity.”), sobre algo que minha amiga me disse outro dia – como ela estava parada no farol da Consolação e de repente começou a tocar 'Old habits die hard' e ela olhou p/ cima e viu o lugar onde ela comia Pizza Hut na cama, sendo feliz – sobre como algumas músicas sempre lembro onde eu a ouvi pela primeira vez, como essas músicas para sempre estarão atreladas àquele momento específico, especial. Aqueles momentos que são a minha vida, a minha trilha sonora, momentos que me trouxeram até aqui.
Mas eu resolvi ser objetiva e começar contando que ontem, antes de dormir, meu iPod, que tem vontade própria, começou a tocar a música aí em cima e eu fui transportada para o momento em que a ouvi pela primeira vez, quando quis pagar de esperta e logo disse 'Bette Davis Eyes' remix (a brincadeira era 'Qual é a música?') e um par de olhos me olhou, sorrindo, daquele jeito que diz ”não, perdeu, eu ganhei”, uma boca parou de beijar meu corpo e sorriu também e disse o que os olhos já haviam me explicado. E eu sorri de volta, impossível não sorrir de volta mesmo tendo perdido a brincadeira.
O ponto desse post é que fui dormir ainda sorrindo e hoje o dono daqueles olhos, daquela boca, por transmissão de pensamento, depois de semanas, me mandou uma mensagem, que me fez sorrir de novo, ainda. Esse é o barato da música, da vida, dos momentos que a gente lembra por causa de uma música, porque a gente não lembra com peso, é leve, é sorrindo. Tudo aquilo passou, está no passado – porque as plantas que não têm para onde crescer acabam murchando e morrendo - mas sempre continua presente, é minha história – a menos que eu bata a cabeça e tenha amnésia e mesmo assim ainda acredito que vou ouvir algumas músicas e sorrir, sem saber por quê.
quinta-feira, setembro 10, 2009
"I was having this awful nightmare that I was 32. And then I woke up and I was 23. So relieved. And then I woke up for real, and I was 32."
Eu nunca tive vida de estudante, quando entrei na faculdade comecei a trabalhar para pagar a faculdade, com 17 anos, e foi isso, nunca mais parei, nem de trabalhar, nem de estudar (ok, tive um hiato de uns 4 meses de vagabundagem, pós-colapso nervoso, mas mesmo vagabundando ainda fui estudar). Fazendo as contas, nesses 15 anos trabalhando eu tive uns 4 meses de férias (somando todos os picadinhos, feriados, reveillon). Combinei então de mais ou menos tirar 3 meses de férias e me dedicar à monografia e OAB - mais ou menos porque óbvio que eu continuo fazendo coisas de trabalho sempre.
Aí que nas 2 primeiras noites de 'vida de estudante', o que eu fiz invés de ir à faculdade? Vi as minhas amigas! Papo de menininha total!! Ontem porque uma eu estava com saudades, fazia mais de 1 mês que não conversávamos e hoje porque outra teve um semi-colapso / lesbian drama / socorro. E foi engraçado, muito dos papos (porque amigas conversam mesmo e não sobre superficialidades, trivialidades, é papo sério, profundo, antropológico mesmo às vezes) giraram em torno da nossa idade, do que esperávamos da vida, do que nos aconteceu, de como vivemos, quantas coisas superamos, o futuro que nos espera e o que esperamos do futuro, "our hopes and expectations, black holes and revelations".
Duas meninas conseguem sentar e conversar sério e sem parar por 5, 6 horas, sem perceber a hora passar. É, medo, I know. E é por isso que eu não conseguiria ser lésbica.
...
Sobre ter 32 anos, além de ter falado tanto disso, idade, sociedade, vida de estudante depois dos 30, expectativas e relógio biológico nessas duas noites, agora ri de mim mesma porque abri meu email e me empolguei mais com um 'festival de king crab' do que com uma super-balada-de-sei-lá-o-quê. É, faz alguns anos que eu não ligo para super-baladas, prefiro comer super-comida.
PS. sobre vida de estudante: Por que eu amo minha faxineira mesmo ela fazendo tudo errado - ela nunca me encontra, sempre já saí quando ela chega, mas ontem eu estava em casa e ela sabe que não é para falar comigo antes de eu tomar meu café, ou melhor, que não é para falar comigo por pelo menos meia hora depois de eu ter levantado, ainda não estou conversável.
Eu nunca tive vida de estudante, quando entrei na faculdade comecei a trabalhar para pagar a faculdade, com 17 anos, e foi isso, nunca mais parei, nem de trabalhar, nem de estudar (ok, tive um hiato de uns 4 meses de vagabundagem, pós-colapso nervoso, mas mesmo vagabundando ainda fui estudar). Fazendo as contas, nesses 15 anos trabalhando eu tive uns 4 meses de férias (somando todos os picadinhos, feriados, reveillon). Combinei então de mais ou menos tirar 3 meses de férias e me dedicar à monografia e OAB - mais ou menos porque óbvio que eu continuo fazendo coisas de trabalho sempre.
Aí que nas 2 primeiras noites de 'vida de estudante', o que eu fiz invés de ir à faculdade? Vi as minhas amigas! Papo de menininha total!! Ontem porque uma eu estava com saudades, fazia mais de 1 mês que não conversávamos e hoje porque outra teve um semi-colapso / lesbian drama / socorro. E foi engraçado, muito dos papos (porque amigas conversam mesmo e não sobre superficialidades, trivialidades, é papo sério, profundo, antropológico mesmo às vezes) giraram em torno da nossa idade, do que esperávamos da vida, do que nos aconteceu, de como vivemos, quantas coisas superamos, o futuro que nos espera e o que esperamos do futuro, "our hopes and expectations, black holes and revelations".
Duas meninas conseguem sentar e conversar sério e sem parar por 5, 6 horas, sem perceber a hora passar. É, medo, I know. E é por isso que eu não conseguiria ser lésbica.
Sobre ter 32 anos, além de ter falado tanto disso, idade, sociedade, vida de estudante depois dos 30, expectativas e relógio biológico nessas duas noites, agora ri de mim mesma porque abri meu email e me empolguei mais com um 'festival de king crab' do que com uma super-balada-de-sei-lá-o-quê. É, faz alguns anos que eu não ligo para super-baladas, prefiro comer super-comida.
PS. sobre vida de estudante: Por que eu amo minha faxineira mesmo ela fazendo tudo errado - ela nunca me encontra, sempre já saí quando ela chega, mas ontem eu estava em casa e ela sabe que não é para falar comigo antes de eu tomar meu café, ou melhor, que não é para falar comigo por pelo menos meia hora depois de eu ter levantado, ainda não estou conversável.
quarta-feira, setembro 09, 2009
A questão do Tédio continua rodeando... Sábado saí com uma amiga e fui lembrada do porque somos tão 'soul-sisters', comentei o quão entediada eu estava na noite anterior, durante a aula e ela respondeu "É... Evan Dando", o que me fez rir.
Quantas pessoas do mundo relacionam 'tédio' com aquele cd obscuro "Baby, I'm bored" que o Evan Dando gravou sozinho, entediado durante uma temporada de rehab? Ela e eu com certeza, imediatamente, lembramos inclusive da capa fofa e entediante do cd.
Agora, no meio do tédio de uma 'segunda-feira' que o dia inteiro teve cara de noite, chuvosa e entediante, ouço a música tema do programa novo do Jason Schwartzman que ainda nem estreou e eu já sou fã. O show se chama "Bored to death", gotta love the boy...
E um PS, apesar de minha soul-sister, minha amiga ainda é mais mulherzinha que eu e não achou graça na minha solução para o tédio de 6a. feira, enquanto meus dois amigos acharam fantástica a idéia.
Quantas pessoas do mundo relacionam 'tédio' com aquele cd obscuro "Baby, I'm bored" que o Evan Dando gravou sozinho, entediado durante uma temporada de rehab? Ela e eu com certeza, imediatamente, lembramos inclusive da capa fofa e entediante do cd.
Agora, no meio do tédio de uma 'segunda-feira' que o dia inteiro teve cara de noite, chuvosa e entediante, ouço a música tema do programa novo do Jason Schwartzman que ainda nem estreou e eu já sou fã. O show se chama "Bored to death", gotta love the boy...
E um PS, apesar de minha soul-sister, minha amiga ainda é mais mulherzinha que eu e não achou graça na minha solução para o tédio de 6a. feira, enquanto meus dois amigos acharam fantástica a idéia.
quinta-feira, setembro 03, 2009
Frases soltas, pescadas de conversas aleatórias, em dias aleatórios, que ainda me fazem rir e me vieram à mente agora:
Alex: "Mas sério, se eu fosse solteiro, eu olharia qualquer uma de vocês e pensaria - 'Ah, eu vou pra casa ver um DVD, vai dar muito trabalho demais, melhor ver um filme...'"
"Se for pra nunca mais ter sexo como aquele, eu prefiro morrer agora!"
"Eu também!! Caralho, são 6.2 bilhões de pessoas no planeta, tem que ter alguém melhor!"
"Ah, mas não dá pra esperar que o sexo seja sempre fantástico, senão não dá para fazer o resto das coisas..."
"I know... Foi legal, mas totalmente esquecível... Lembrei do Jesse em Before Sunset... 'I'd welcome the challenge'"
Alex: "Mas sério, se eu fosse solteiro, eu olharia qualquer uma de vocês e pensaria - 'Ah, eu vou pra casa ver um DVD, vai dar muito trabalho demais, melhor ver um filme...'"
"Se for pra nunca mais ter sexo como aquele, eu prefiro morrer agora!"
"Eu também!! Caralho, são 6.2 bilhões de pessoas no planeta, tem que ter alguém melhor!"
"Ah, mas não dá pra esperar que o sexo seja sempre fantástico, senão não dá para fazer o resto das coisas..."
"I know... Foi legal, mas totalmente esquecível... Lembrei do Jesse em Before Sunset... 'I'd welcome the challenge'"
terça-feira, setembro 01, 2009
Posso até odiar um ou outro homem de vez em quando, mas eu sempre amo os Homens. Então trombei com uma 'Thank you note to men', escrita pela linda, maravilhosa, abandonada grávida por um garotinho que foi prontamente substituído por um Homem, Mary-Louise Parker para a Esquire (BTW, meninos, no link tem fotos semi-nua/nua dela ;-)) - uma 'thank you note' perfeita, com tudo pelo qual eu também agradeço aos Homens por existirem.
A Thank-You Note to Men
By Mary-Louise Parker
To you, whom it may concern:
Manly creature, who smells good even when you don't, you wake up too slowly, with fuzzy, vertical hair and a slightly lost look on your face as though you are seven or seventy-five; you can fix my front door, my sink, and open most jars; you, who lose a cuff link and have to settle for a safety pin, you have promised to slay unfortunate interlopers and dragons with your Phillips head or Montblanc; to you, because you will notice a woman with a healthy chunk of years or pounds on her and let out a wolf whistle under your breath and mean it; because you think either rug will be fine, really it will; you seem to walk down the street a little taller than me, a little more aware but with a purpose still; to you who codifies, conjugates, slams a puck, baits a hook, builds a decent cabinet or the perfect sandwich; you who gives a twenty to the kids selling Hershey's bars and waits at baggage claim for three hours in your flannel shirt; you, sir, you take my order, my pulse, my bullshit; you who soaps me in the shower, soaks with me in the tub; to you, boy grown-up, the gentleman, soldier, professor, or caveman, the fancy man with initials on your towels and salt on your chocolates, to you and to that guy at the concession stand; thank you for the tour of the vineyard, the fire station, the sound booth, thank you for the kaleidoscope, the Horsehead Nebula, the painting, the truth; to you who carries me across the parking lot, up the stairs, to the ER, to roll-away or rice mat; to you who shows up every so often only to confuse and torment, and you who stays in orbit, always, to my left and steady, you stood up for me, I won't forget that; to you, the one who can't figure it out and never will, and you who lost the remote, the dog, or your way altogether; to you, wizard, you sang in my ear and brought me back from the dead, you tell me things, make me shiver; to the ones who destroyed me, even if for a minute, and to the ones who grew me, consumed me, gave me my heart back times ten; to most everything that deserves to call itself a man: How I do love thee, with your skill to light fires that keep me warm, light me up.
A Thank-You Note to Men
By Mary-Louise Parker
To you, whom it may concern:
Manly creature, who smells good even when you don't, you wake up too slowly, with fuzzy, vertical hair and a slightly lost look on your face as though you are seven or seventy-five; you can fix my front door, my sink, and open most jars; you, who lose a cuff link and have to settle for a safety pin, you have promised to slay unfortunate interlopers and dragons with your Phillips head or Montblanc; to you, because you will notice a woman with a healthy chunk of years or pounds on her and let out a wolf whistle under your breath and mean it; because you think either rug will be fine, really it will; you seem to walk down the street a little taller than me, a little more aware but with a purpose still; to you who codifies, conjugates, slams a puck, baits a hook, builds a decent cabinet or the perfect sandwich; you who gives a twenty to the kids selling Hershey's bars and waits at baggage claim for three hours in your flannel shirt; you, sir, you take my order, my pulse, my bullshit; you who soaps me in the shower, soaks with me in the tub; to you, boy grown-up, the gentleman, soldier, professor, or caveman, the fancy man with initials on your towels and salt on your chocolates, to you and to that guy at the concession stand; thank you for the tour of the vineyard, the fire station, the sound booth, thank you for the kaleidoscope, the Horsehead Nebula, the painting, the truth; to you who carries me across the parking lot, up the stairs, to the ER, to roll-away or rice mat; to you who shows up every so often only to confuse and torment, and you who stays in orbit, always, to my left and steady, you stood up for me, I won't forget that; to you, the one who can't figure it out and never will, and you who lost the remote, the dog, or your way altogether; to you, wizard, you sang in my ear and brought me back from the dead, you tell me things, make me shiver; to the ones who destroyed me, even if for a minute, and to the ones who grew me, consumed me, gave me my heart back times ten; to most everything that deserves to call itself a man: How I do love thee, with your skill to light fires that keep me warm, light me up.
domingo, agosto 30, 2009
Essa semana assisti dois filmes The Soloist e State of Play, os dois tocam no assunto da falência do jornal impresso - discussão recorrente nos meus happy-hours, já que a maioria dos meus amigos mais queridos e próximos são jornalistas.
Essa semana também, peguei algumas monografias na facu para ver se me inspirava e fiquei com uma péssima impressão de todas (as 3 que li), parágrafos curtos, mal escritos, repetitivos. Melhor do que as que eu li no semestre passado já que fizeram uma seleção e agora na biblioteca só tem monografias com nota maior que 8, mas ainda assim, péssima impressão.
Aí agora estava lembrando de uma conversa do happy hour dessa semana, sobre o twitter e o 'estilo Kerouac' de escrever e estou concluindo que as pessoas que estão se formando agora, pela primeira vez, que essas monografias que li são tão sincopadas e repetitivas porque esses formandos só lêem coisas na internet! Deprimente pensar nisso...
Essa semana também, peguei algumas monografias na facu para ver se me inspirava e fiquei com uma péssima impressão de todas (as 3 que li), parágrafos curtos, mal escritos, repetitivos. Melhor do que as que eu li no semestre passado já que fizeram uma seleção e agora na biblioteca só tem monografias com nota maior que 8, mas ainda assim, péssima impressão.
Aí agora estava lembrando de uma conversa do happy hour dessa semana, sobre o twitter e o 'estilo Kerouac' de escrever e estou concluindo que as pessoas que estão se formando agora, pela primeira vez, que essas monografias que li são tão sincopadas e repetitivas porque esses formandos só lêem coisas na internet! Deprimente pensar nisso...
sexta-feira, agosto 28, 2009
Mega gripada, liguei para meu pai para choramingar que não tinha mais comida em casa, a solução dele:, aparecer aqui na minha casa com 2 costelinhas de porco (de 2kgs cada uma) e 4 pacotes de quase 1 kg de carne moída cada! Claro que ele trouxe outras coisas como doritos, muita coca-cola, cebola, tomate e 1 repolho roxo - além de um coquetel de vitamina C e trimedal.
Resumindo então, minha geladeira agora está mega recheada, a vodka e o sorvete do meu freezer ganharam muita muita companhia e continuo com fome, afinal já gastei toda minha energia cortando e embalando a carne em embalagens individuais para congelar... Não sobrou forças para cozinhar a janta...
E pensando agora, acho que preciso perguntar p/ meu pai depois se a costelinha foi piada com a possibilidade da minha gripe ser suína...
Resumindo então, minha geladeira agora está mega recheada, a vodka e o sorvete do meu freezer ganharam muita muita companhia e continuo com fome, afinal já gastei toda minha energia cortando e embalando a carne em embalagens individuais para congelar... Não sobrou forças para cozinhar a janta...
E pensando agora, acho que preciso perguntar p/ meu pai depois se a costelinha foi piada com a possibilidade da minha gripe ser suína...
quinta-feira, agosto 27, 2009
your life is your life
don’t let it be clubbed into dank submission.
be on the watch.
there are ways out.
there is a light somewhere.
it may not be much light but
it beats the darkness.
be on the watch.
the gods will offer you chances.
know them.
take them.
you can’t beat death but
you can beat death in life, sometimes.
and the more often you learn to do it,
the more light there will be.
your life is your life.
know it while you have it.
you are marvelous
the gods wait to delight
in you.
quarta-feira, agosto 26, 2009
Noite de sonhos malucos, que incluíram desde o Guss me soletrando endereço esquisito de site até acordar assustada com pesadelo de notícia de acidente de avião. E aí passei o dia pensando que devia fazer um post bem legal sobre meu fds, incluindo o happy hour de hoje. Decidi fazer um post só com frases ditas desde 6a. à noite (quando o fim de semana começou) até hoje - em ordem tão cronológica quanto possível!
"Raw-beef pizza? Ok, I'll try it"
"But... why is the meat frozen?"
"Great, let's all do cachaca shots!!" - "mmmm, no, we don't do cachaça shots..."
"So, first we go get his sister, then we go get our friend and then we go to the club"
"mmmm, shots de Jagermëister! eeeeeeeeeeeeeeeee"
"Me sinto num curta-metragem amador e trash feito nos anos 70 por um estudante de faculdade..." - "Ah, eu estou me divertindo, adorei..."
"A loira é uma Stella, a morena é uma Heineken, na falta da primeira opção eu aceito a segunda"
"Ahhhhh eu aaaaamo essa música!!" - "Pra simplificar, o Roberto Carlos é nosso Elvis"
"Olha o topete do cara! Ele tem obrigação de dançar bem!"
"Tudo certo então, amanhã primeiro compramos um bong, depois feijoada no rubayat, aí aniversário e depois putaria!"
"O que eu quero de aniversário? Milk-Shake! Agora, 2 da manhã!" - "No prob, a gente acha milk-shake de Häagen-Dazs já"
"But why are we leaving already? I liked it here..." - "Get your bracelet, we'll come back after a 3AM snack!"
"Milk-shake de Häagen-Dazs... Faz mais de um ano que paramos de servir isso..." - "Tudo bem, traz um hamburguer de kobe, porção de fritas e de cebola"
"Brigadeiro = Chocolate Heaven in a Spoon"
"Rainha Naja!!! Então, é quase 4 da manhã, faz um preço especial pra gente..."
"Pergunta pro seu amigo se ele gosta de dominação!!" - "Pergunto, mas já posso te responder que sim, desde que ele seja só o espectador" - "Tá, vou montar um show já para ele, com aquela loira" - "Não, não, o legal é a gente chegar e estar rolando a putaria!! Não uma coisa montada de qualquer jeito na hora!"
"Amor, esse lugar está caído demais, a gente volta outro dia tá - e não, não vamos pagar, nem entrada nem nada. Vambora gente. Fê? Fê? Cadê a Fê? Ah, foda-se, ela se vira"
Moloko! Moloko! Moloko!
E isso foi a 6a. feira, me deu sono agora, outro dia escrevo o sábado, o domingo e hoje.
"Raw-beef pizza? Ok, I'll try it"
"But... why is the meat frozen?"
"Great, let's all do cachaca shots!!" - "mmmm, no, we don't do cachaça shots..."
"So, first we go get his sister, then we go get our friend and then we go to the club"
"mmmm, shots de Jagermëister! eeeeeeeeeeeeeeeee"
"Me sinto num curta-metragem amador e trash feito nos anos 70 por um estudante de faculdade..." - "Ah, eu estou me divertindo, adorei..."
"A loira é uma Stella, a morena é uma Heineken, na falta da primeira opção eu aceito a segunda"
"Ahhhhh eu aaaaamo essa música!!" - "Pra simplificar, o Roberto Carlos é nosso Elvis"
"Olha o topete do cara! Ele tem obrigação de dançar bem!"
"Tudo certo então, amanhã primeiro compramos um bong, depois feijoada no rubayat, aí aniversário e depois putaria!"
"O que eu quero de aniversário? Milk-Shake! Agora, 2 da manhã!" - "No prob, a gente acha milk-shake de Häagen-Dazs já"
"But why are we leaving already? I liked it here..." - "Get your bracelet, we'll come back after a 3AM snack!"
"Milk-shake de Häagen-Dazs... Faz mais de um ano que paramos de servir isso..." - "Tudo bem, traz um hamburguer de kobe, porção de fritas e de cebola"
"Brigadeiro = Chocolate Heaven in a Spoon"
"Rainha Naja!!! Então, é quase 4 da manhã, faz um preço especial pra gente..."
"Pergunta pro seu amigo se ele gosta de dominação!!" - "Pergunto, mas já posso te responder que sim, desde que ele seja só o espectador" - "Tá, vou montar um show já para ele, com aquela loira" - "Não, não, o legal é a gente chegar e estar rolando a putaria!! Não uma coisa montada de qualquer jeito na hora!"
"Amor, esse lugar está caído demais, a gente volta outro dia tá - e não, não vamos pagar, nem entrada nem nada. Vambora gente. Fê? Fê? Cadê a Fê? Ah, foda-se, ela se vira"
Moloko! Moloko! Moloko!
E isso foi a 6a. feira, me deu sono agora, outro dia escrevo o sábado, o domingo e hoje.
quarta-feira, agosto 19, 2009
No iPod: "I wish you well" - Marcia Ball
I'm a good person, God was good to me. Eu estava com medo de ouvir 'I'll never be free of you', mas a mulher fechou o show com "I wish you well".
Então, aproveitando que nessa hora eu já estava sozinha (pra não pagar de louca absoluta), eu chorei como há muito não fazia. Libertador. É, eu acredito em sinal divino e como a música é um crescendo no fim eu já sorria de novo e pude aproveitar o Mardi Gras intimista que rolou com a banda que abriu e fechou a noite.
I wish you freedom to do all the things you want...
I wish you sunshine through the clouds...
I'm a good person, God was good to me. Eu estava com medo de ouvir 'I'll never be free of you', mas a mulher fechou o show com "I wish you well".
Então, aproveitando que nessa hora eu já estava sozinha (pra não pagar de louca absoluta), eu chorei como há muito não fazia. Libertador. É, eu acredito em sinal divino e como a música é um crescendo no fim eu já sorria de novo e pude aproveitar o Mardi Gras intimista que rolou com a banda que abriu e fechou a noite.
I wish you sunshine through the clouds...
terça-feira, agosto 18, 2009
Feeling dizzy so sleepy I am, but I lay down and still can't sleep.
Thinking about this morning, driving to work, beautiful day, I was listening to a great song (which I can neither blip, nor find at imeem), called "I'll never be free", by Marcia Ball - yeah, I like to prepare for any concert beforehand, and even though I loved this song I'm not sure yet if I really wanna hear it live.
Anywho, the song is really really sad, but for some reason made me smile and think about the end of Before Sunset, when Celine says Baby, you are gonna miss that plane, while impersonating Nina Simone, such a perfect moment. And Jesse just adds to the perfection, smiling and replying I know.
Just like that, he knows it, she knows it too. So perfect when you just *know* things. So much easier when you have someone to whisper at your ear 'this is it, this is the moment, go ahead and get it'. But not everything works just like in the movies and that's why I feel dizzy but can't sleep just yet.
Thinking about this morning, driving to work, beautiful day, I was listening to a great song (which I can neither blip, nor find at imeem), called "I'll never be free", by Marcia Ball - yeah, I like to prepare for any concert beforehand, and even though I loved this song I'm not sure yet if I really wanna hear it live.
Anywho, the song is really really sad, but for some reason made me smile and think about the end of Before Sunset, when Celine says Baby, you are gonna miss that plane, while impersonating Nina Simone, such a perfect moment. And Jesse just adds to the perfection, smiling and replying I know.
Just like that, he knows it, she knows it too. So perfect when you just *know* things. So much easier when you have someone to whisper at your ear 'this is it, this is the moment, go ahead and get it'. But not everything works just like in the movies and that's why I feel dizzy but can't sleep just yet.
quinta-feira, agosto 13, 2009
Porque som de chuva caindo me faz dormir sorrindo, mas barulho de vento na janela me acorda assustada. E na insônia eu levanto para fumar na sala e penso na noite que foi de ego, super-ego e id, Freud e Lacan Vs. Jung, inconsciente coletivo e habilidades inatas, pinto comparado 101, veneno e maldades (porque julgar e condenar estando de fora além de fácil é gostoso), amores platônicos, paixão e entusiasmo. Terapia. A Branca de Neve que vive dentro de nós.
Vermelho Carmim, Volúpia ou Doce Vingança? Nas unhas das mãos, claro.
Clique do termostato do ofurô. 40 graus, pode entrar. 30 graus, saia porque a água está ficando fria e você é uma ameixa-passa gigante. Hora de deitar de novo.
Vermelho Carmim, Volúpia ou Doce Vingança? Nas unhas das mãos, claro.
Clique do termostato do ofurô. 40 graus, pode entrar. 30 graus, saia porque a água está ficando fria e você é uma ameixa-passa gigante. Hora de deitar de novo.
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