"There's only one instant, and it's right now. And it's eternity."
quinta-feira, março 25, 2010
segunda-feira, março 01, 2010
No iPhone: "Little Shadow" - Yeah Yeah Yeahs - ...Patience... For all your sight, there's no sight to see...
Vivendo um momento "Everything Flows". Momento marcando de encontrar a amiga que está morando no RJ e o que está na Tunísia na casa da que está em Madrid. Se há 3 meses tivessem me dito que isso estaria rolando eu responderia "endoideceu né?", mas aí, de repente, sem querer mesmo, everything flows. And boy, it does feel a little bit unreal I guess, but fantastic nevertheless.
Me sinto tão distante de 3 meses atrás, é realmente outra encarnação. Eu deveria ir até a faculdade resolver a coisa da tal da minha DP, mas nem estou a fim...
Ainda não tenho planos, continuo sem saber o que quero ser quando crescer, mas, everything flows, life is what happens to you, e se acontecer em Madrid, cercada de gente que eu adoro, melhor ainda.
Vivendo um momento "Everything Flows". Momento marcando de encontrar a amiga que está morando no RJ e o que está na Tunísia na casa da que está em Madrid. Se há 3 meses tivessem me dito que isso estaria rolando eu responderia "endoideceu né?", mas aí, de repente, sem querer mesmo, everything flows. And boy, it does feel a little bit unreal I guess, but fantastic nevertheless.
Me sinto tão distante de 3 meses atrás, é realmente outra encarnação. Eu deveria ir até a faculdade resolver a coisa da tal da minha DP, mas nem estou a fim...
Ainda não tenho planos, continuo sem saber o que quero ser quando crescer, mas, everything flows, life is what happens to you, e se acontecer em Madrid, cercada de gente que eu adoro, melhor ainda.
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
No iPod:"Old habits die hard" - Mick Jagger & Dave Stewart
Acordei pensando nas tatuagens de um ex, fiquei com um misto de saudades e mais saudades. Deve ser por causa do episódio de Mad Men que assisti ontem, o jeito que o Don Draper agarra a menina e de repente pára e já deitado em cima dela diz que só vai continuar se ela quiser (*suspiro, suspiro, suspiro*).
Deve ser por isso que acordei com saudades desse ex, ele tinha essa coisa canalha / fantástica, e ele não tinha medo de mim e eu estou sentindo falta de um homem que não pede licença pra passar na minha vida.
Link para a cena, marca de 4:21 (não funciona o embedding): YouTube
Acordei pensando nas tatuagens de um ex, fiquei com um misto de saudades e mais saudades. Deve ser por causa do episódio de Mad Men que assisti ontem, o jeito que o Don Draper agarra a menina e de repente pára e já deitado em cima dela diz que só vai continuar se ela quiser (*suspiro, suspiro, suspiro*).
Deve ser por isso que acordei com saudades desse ex, ele tinha essa coisa canalha / fantástica, e ele não tinha medo de mim e eu estou sentindo falta de um homem que não pede licença pra passar na minha vida.
Link para a cena, marca de 4:21 (não funciona o embedding): YouTube
domingo, fevereiro 07, 2010
domingo, janeiro 31, 2010
No iPod: "La revolucion no se televisara" - Molotov
17h no México e já tanta coisa pra dizer... O mais importante é que eu não estava empolgada, 99% das pessoas me falaram mal da Cidade do México, mas eu adorei a cidade! Sim, rola uma miséria, rola um povo mal-ajambrado, a comida é um pouco assustadora, tudo isso, mas a arquitetura é linda e as surpresas pulam no seu colo o tempo todo (em formato de KFC, 7-Eleven em cada esquina, Starbucks, pajés astecas, música peruana, ciclotón, missa com bispos e corais, comida de rua mega-tentadora, b-boys e boulevards e parques lindos por todos os lados, daqueles que te convidam para parar e se perder por aí, entre esculturas fantásticas e funcionais).
Do começo e em tópicos então:
- o vôo foi um inferno, tinha toda uma galera indo junta pra Cancun e eles não pararam de levantar e 'conversar' aos berros e tirar fotos, resultado: menos de 3 horas dormindo;
- aqui está fazendo um frio da porra e eu não vim preparada pra isso;
- o meu quarto é lindo, mas bem pouco funcional, começa que não tem termostato então meu quarto é ou um forno ou uma geladeira - que por acaso não existe no quarto - e tudo é pago separado, ou seja 20 dólares por café-da-manhã, mais 50 dólares pela internet a semana inteira;
- falando em café-da-manhã, considerando que eu estava sem janta e sem café, foi um almojanta às 7 da manhã daqui, com direito a ovos, bacon, fajitas, burrito, tacos, guacamole e tudo o mais - já que eu paguei 20 dólares fiquei uma boa uma hora comendo;
- o almoço não teve qualquer coisa de mexicano, aqui tem KFC!!!! E Iti, estou levando sachets de molho de pimenta jalapeña pra você!
- o dia foi de turista master, caminhada de umas 6 horas pelo centro histórico (Gu você tem que vir ao Templo Mayor urgente) e depois ônibus sanduíche de turismo
- são 22h aqui, estou caindo de sono e amanhã tem a parte mais legal, as Pirâmides!! Que BTW acabei de descobrir que o nome da cidadela significa "o local onde os homens se tornam deuses", profundo isso...
17h no México e já tanta coisa pra dizer... O mais importante é que eu não estava empolgada, 99% das pessoas me falaram mal da Cidade do México, mas eu adorei a cidade! Sim, rola uma miséria, rola um povo mal-ajambrado, a comida é um pouco assustadora, tudo isso, mas a arquitetura é linda e as surpresas pulam no seu colo o tempo todo (em formato de KFC, 7-Eleven em cada esquina, Starbucks, pajés astecas, música peruana, ciclotón, missa com bispos e corais, comida de rua mega-tentadora, b-boys e boulevards e parques lindos por todos os lados, daqueles que te convidam para parar e se perder por aí, entre esculturas fantásticas e funcionais).
Do começo e em tópicos então:
- o vôo foi um inferno, tinha toda uma galera indo junta pra Cancun e eles não pararam de levantar e 'conversar' aos berros e tirar fotos, resultado: menos de 3 horas dormindo;
- aqui está fazendo um frio da porra e eu não vim preparada pra isso;
- o meu quarto é lindo, mas bem pouco funcional, começa que não tem termostato então meu quarto é ou um forno ou uma geladeira - que por acaso não existe no quarto - e tudo é pago separado, ou seja 20 dólares por café-da-manhã, mais 50 dólares pela internet a semana inteira;
- falando em café-da-manhã, considerando que eu estava sem janta e sem café, foi um almojanta às 7 da manhã daqui, com direito a ovos, bacon, fajitas, burrito, tacos, guacamole e tudo o mais - já que eu paguei 20 dólares fiquei uma boa uma hora comendo;
- o almoço não teve qualquer coisa de mexicano, aqui tem KFC!!!! E Iti, estou levando sachets de molho de pimenta jalapeña pra você!
- o dia foi de turista master, caminhada de umas 6 horas pelo centro histórico (Gu você tem que vir ao Templo Mayor urgente) e depois ônibus sanduíche de turismo
- são 22h aqui, estou caindo de sono e amanhã tem a parte mais legal, as Pirâmides!! Que BTW acabei de descobrir que o nome da cidadela significa "o local onde os homens se tornam deuses", profundo isso...
segunda-feira, janeiro 25, 2010
No YouTube: "Breathe me (Four tet remix)" - Sia
Help, I have done it again
I have been here many times before
I hurt myself again today
And, the worst part is there's no-one else to blame
Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me
I am small
and needy
Warm me up
And breathe me
Ouch
I have lost myself again
Lost myself and I am nowhere to be found,
Yeah I think that I might break
Lost myself again and I feel unsafe
Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me
I am small
and needy
Warm me up
And breathe me
Help, I have done it again
I have been here many times before
I hurt myself again today
And, the worst part is there's no-one else to blame
Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me
I am small
and needy
Warm me up
And breathe me
Ouch
I have lost myself again
Lost myself and I am nowhere to be found,
Yeah I think that I might break
Lost myself again and I feel unsafe
Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me
I am small
and needy
Warm me up
And breathe me
sábado, janeiro 16, 2010
O hotel: Plaza Real
Saí do banho e tinhaum rato alado uma pomba na minha janela, que estava aberta, porque o ar-condicionado é ótimo mas a rinite estava me matando.
Meu quarto tem uma TV de plasma de 56 polegadas. Estou aproveitando para ler as legendas em espanhol.
A piscina é ótima. Quando eu vi que teria uma sala de ginástica, empolgada como sou, coloquei na mala roupa de ginástica e meias, o detalhe foi que esqueci o tênis... Ato falho.
A cama é fantástica, não quero sair dela. O frigobar é péssimo, não resfria.
Sempre que eu vejo que no banheiro tem uma banheira fico empolgada, mas aí vou tomar uma ducha e a cortina me ataca.
E agora vou jantar, depois continuo!
Saí do banho e tinha
Meu quarto tem uma TV de plasma de 56 polegadas. Estou aproveitando para ler as legendas em espanhol.
A piscina é ótima. Quando eu vi que teria uma sala de ginástica, empolgada como sou, coloquei na mala roupa de ginástica e meias, o detalhe foi que esqueci o tênis... Ato falho.
A cama é fantástica, não quero sair dela. O frigobar é péssimo, não resfria.
Sempre que eu vejo que no banheiro tem uma banheira fico empolgada, mas aí vou tomar uma ducha e a cortina me ataca.
E agora vou jantar, depois continuo!
No iPod: ”Ressurection” - Temper Trap
Assento certo, na hora certa – quer dizer, maomenos, o vôo atrasou quase 40 minutos, mas eu estava dentro do avião na hora prevista de decolagem – enfim, lugar certo e eu sei disso porque abri a revista de bordo e no meu colo caiu uma etiqueta do que eu imagino que era uma boneca ou um bicho de pelúcia chamado “Kika”.
Sim, eu sentei no avião e caiu no meu colo uma etiqueta com quase meu apelido! Na verdade meu apelido é com 'C', “Kica”, mas tudo bem, eu entendi que foi um recado de que estou no meu assento.

E agora pra falar de coisas mais 'reais':
1. Com o atraso do vôo fiquei menos de 20 minutos 'no chão' de Porto Alegre! Na verdade eu nem cheguei a pisar no chão, fui do avião para o túnel, para outro túnel direto pra dentro do outro avião que menos de 05 minutos depois decolou p/ cá. Estavam só esperando por mim, a única passageira do vôo de SP que atrasou.
2. Para Rosário tinham umas 15 pessoas no vôo! 20 se contar os comissários de bordo e piloto!
3. Por enquanto Rosário me lembra Boston e Madrid...
4. Vizinho do hotel tem uma heladeria então fiz o check-in, coloquei minha mala no quarto e agora, 3 da manhã aqui, está tudo, o cartão-chave do quarto, a maçaneta, minha carteira, minha calça, a pia e a torneira, melado de helado de dulce de leche!
Assento certo, na hora certa – quer dizer, maomenos, o vôo atrasou quase 40 minutos, mas eu estava dentro do avião na hora prevista de decolagem – enfim, lugar certo e eu sei disso porque abri a revista de bordo e no meu colo caiu uma etiqueta do que eu imagino que era uma boneca ou um bicho de pelúcia chamado “Kika”.
Sim, eu sentei no avião e caiu no meu colo uma etiqueta com quase meu apelido! Na verdade meu apelido é com 'C', “Kica”, mas tudo bem, eu entendi que foi um recado de que estou no meu assento.

E agora pra falar de coisas mais 'reais':
1. Com o atraso do vôo fiquei menos de 20 minutos 'no chão' de Porto Alegre! Na verdade eu nem cheguei a pisar no chão, fui do avião para o túnel, para outro túnel direto pra dentro do outro avião que menos de 05 minutos depois decolou p/ cá. Estavam só esperando por mim, a única passageira do vôo de SP que atrasou.
2. Para Rosário tinham umas 15 pessoas no vôo! 20 se contar os comissários de bordo e piloto!
3. Por enquanto Rosário me lembra Boston e Madrid...
4. Vizinho do hotel tem uma heladeria então fiz o check-in, coloquei minha mala no quarto e agora, 3 da manhã aqui, está tudo, o cartão-chave do quarto, a maçaneta, minha carteira, minha calça, a pia e a torneira, melado de helado de dulce de leche!
sábado, janeiro 09, 2010
O post que estou pensando desde o meio da semana, mas só hoje consegui tempo para sentar e escrever...
No iPod: "My turn (feat. Lightspeed Champion)" - Basement Jaxx - "tell me, when will all this start? ...I could never get away..."
Our brains are confused about time - "(...)it seems that people have trouble understanding the passage of time, and we need to “latch onto something we do understand” in order to comprehend it."
Essa semana falei com um dos meninos da faculdade e me pareceu que foi em outra encarnação que estudei Direito. Assusto toda vez que penso que o bebê da DaniB está pra nascer, foi em outra encarnação que nós éramos todas solteiras indo viajar.
Cada uma das minhas encarnações, trabalho na outra empresa, pós na GV, faculdade na Cásper Líbero, faculdade na Fadisp, baladas com os gays, noites de Madame, viagens com as Danis, mochilão pela Espanha, vida em Paris, frio em San Francisco e do Himalaia. Cada uma dessas vidas me parecem congeladas, paradas no tempo, bolhas de sabão pairando acima da minha cabeça e eu estouro e sinto tudo aquilo e lembro de tudo aquilo na hora que eu quero, na ordem e do jeito que eu preciso. Tudo me parece que foi ontem e em outra encarnação ao mesmo tempo.
E ao mesmo tempo também sinto que essas memórias são só isso, memórias, separadas do agora, da minha encarnação atual, só lembro dessas coisas quando preciso, não carrego isso em mim, são bolhas sobrevoando. Sem o tal 'peso da idade', da vivência, da 'experiência', sem peso. Assusto às vezes quando penso em todas as viagens, shows, baladas porque me sinto como um bebê, engatinhando.
Mas eu digo tudo isso e aí preciso lembrar que ontem estava me sentindo velha e com sono à 1 da manhã...
PS. Link novo aí do lado, o Blog do Shubas!
No iPod: "My turn (feat. Lightspeed Champion)" - Basement Jaxx - "tell me, when will all this start? ...I could never get away..."
Our brains are confused about time - "(...)it seems that people have trouble understanding the passage of time, and we need to “latch onto something we do understand” in order to comprehend it."
Essa semana falei com um dos meninos da faculdade e me pareceu que foi em outra encarnação que estudei Direito. Assusto toda vez que penso que o bebê da DaniB está pra nascer, foi em outra encarnação que nós éramos todas solteiras indo viajar.
Cada uma das minhas encarnações, trabalho na outra empresa, pós na GV, faculdade na Cásper Líbero, faculdade na Fadisp, baladas com os gays, noites de Madame, viagens com as Danis, mochilão pela Espanha, vida em Paris, frio em San Francisco e do Himalaia. Cada uma dessas vidas me parecem congeladas, paradas no tempo, bolhas de sabão pairando acima da minha cabeça e eu estouro e sinto tudo aquilo e lembro de tudo aquilo na hora que eu quero, na ordem e do jeito que eu preciso. Tudo me parece que foi ontem e em outra encarnação ao mesmo tempo.
E ao mesmo tempo também sinto que essas memórias são só isso, memórias, separadas do agora, da minha encarnação atual, só lembro dessas coisas quando preciso, não carrego isso em mim, são bolhas sobrevoando. Sem o tal 'peso da idade', da vivência, da 'experiência', sem peso. Assusto às vezes quando penso em todas as viagens, shows, baladas porque me sinto como um bebê, engatinhando.
Mas eu digo tudo isso e aí preciso lembrar que ontem estava me sentindo velha e com sono à 1 da manhã...
PS. Link novo aí do lado, o Blog do Shubas!
quinta-feira, dezembro 24, 2009
No coração: "Could We" - Cat Power
Antes de começar, clicou no play? Clique agora, a música está aí para ser ouvida!
Hoje no almoço estava conversando sobre 'Felicidade', assim, com 'F' maiúsculo mesmo, e sabe aquele tipo de conversa que mesmo depois de um tempão você ainda encontra mais coisas que queria (ou devia) ter dito? Então, foi esse tipo de conversa.
Mas o ponto principal que eu quis dizer - e consegui - foi que a Felicidade não é algo que se busca, mas sim que se encontra, e mesmo com meus altos e baixos, crises, dramas e momentos de êxtase, loucura, eu sempre pude dizer que sou feliz. Posso estar triste aqui e ali, mas eu sou feliz. No meu caso é uma doença mesmo. Pollyanisse. Crônica. Terminal.
Talvez seja o espírito Natalino que eu tanto adoro, o fim do ano, as promessas que 2010 ainda guarda, mas eu estava feliz no almoço, conversando com gente legal, comendo feijoada e sorvete, depois de novo, na janta, rindo com gente que eu amo, comendo comida tailandesa, e entre o café da manhã e o almoço e de novo, entre o almoço e a janta, mesmo parada no trânsito, o entardecer estava ótimo, a música perfeita.
Eu disse que vejo a felicidade como um contentamento constante, mas quis dizer a palavra em inglês, porque em português 'se contentar' tem uma conotação negativa e o que eu vejo é algo bem positivo, é um estar contente, feliz constantemente, porque Felicidade não é algo que se busca, mas sim algo que se encontra, no dividir uma refeição com pessoas novas, rir com amigos antigos, tomar um café de madrugada, ouvir uma música que nos move, em tudo, o tempo todo, a cada instante único e eterno.
Enfim, Feliz Natal!
Antes de começar, clicou no play? Clique agora, a música está aí para ser ouvida!
Hoje no almoço estava conversando sobre 'Felicidade', assim, com 'F' maiúsculo mesmo, e sabe aquele tipo de conversa que mesmo depois de um tempão você ainda encontra mais coisas que queria (ou devia) ter dito? Então, foi esse tipo de conversa.
Mas o ponto principal que eu quis dizer - e consegui - foi que a Felicidade não é algo que se busca, mas sim que se encontra, e mesmo com meus altos e baixos, crises, dramas e momentos de êxtase, loucura, eu sempre pude dizer que sou feliz. Posso estar triste aqui e ali, mas eu sou feliz. No meu caso é uma doença mesmo. Pollyanisse. Crônica. Terminal.
Talvez seja o espírito Natalino que eu tanto adoro, o fim do ano, as promessas que 2010 ainda guarda, mas eu estava feliz no almoço, conversando com gente legal, comendo feijoada e sorvete, depois de novo, na janta, rindo com gente que eu amo, comendo comida tailandesa, e entre o café da manhã e o almoço e de novo, entre o almoço e a janta, mesmo parada no trânsito, o entardecer estava ótimo, a música perfeita.
Eu disse que vejo a felicidade como um contentamento constante, mas quis dizer a palavra em inglês, porque em português 'se contentar' tem uma conotação negativa e o que eu vejo é algo bem positivo, é um estar contente, feliz constantemente, porque Felicidade não é algo que se busca, mas sim algo que se encontra, no dividir uma refeição com pessoas novas, rir com amigos antigos, tomar um café de madrugada, ouvir uma música que nos move, em tudo, o tempo todo, a cada instante único e eterno.
Enfim, Feliz Natal!
sábado, dezembro 12, 2009
Alliance
by Maya Stein
“You have to make an alliance with your anguish,” he said,
“not wage war against it.” And I thought of all the fists
I had shaken at misfortune: games lost
because the shot clock ran out,
a good meal scorched in a forgotten oven,
money dropped on a dress worn only once,
the bully in 6th grade, the math test in 9th,
the wrong outfit at Halloween.
But of course, this isn’t what he meant.
If I were brave enough, I’d tell you how my heart
has raged for love, stretched thin as a high wire.
If I were brave enough, I’d tell you
how my body has been fighting to stay upright
on every precipitous downhill the city
throws at it. If I were brave enough,
I’d climb into your lap and weep with longing.
All I can say is that any attempt at beauty and hope
is land-mined with failure.
And so the perilous track-making begins.
Wending our way through,
there are possible clutches at sunlight, at windows, at yes.
We are each of us inches from death.
We are each of us inches from life.
We are each of us inches from one another
by Maya Stein
“You have to make an alliance with your anguish,” he said,
“not wage war against it.” And I thought of all the fists
I had shaken at misfortune: games lost
because the shot clock ran out,
a good meal scorched in a forgotten oven,
money dropped on a dress worn only once,
the bully in 6th grade, the math test in 9th,
the wrong outfit at Halloween.
But of course, this isn’t what he meant.
If I were brave enough, I’d tell you how my heart
has raged for love, stretched thin as a high wire.
If I were brave enough, I’d tell you
how my body has been fighting to stay upright
on every precipitous downhill the city
throws at it. If I were brave enough,
I’d climb into your lap and weep with longing.
All I can say is that any attempt at beauty and hope
is land-mined with failure.
And so the perilous track-making begins.
Wending our way through,
there are possible clutches at sunlight, at windows, at yes.
We are each of us inches from death.
We are each of us inches from life.
We are each of us inches from one another
Year's end...
Music playing, the first one got me mad, it's a song I love and I feel like I wasted it, giving it to somebody who would not be able to properly appreciate it. Such a special song "I've found a way to make you smile... I count your eyelashes, secretly. With every one, whisper I love you. I let you sleep. ".
Then I remember him telling me how, even tough he doesn't like the band, the song gave him the chills. And I picture him at night, on the road, tired from working all day, having his spirit lifted with a song I gave him. And I get even madder.
The next song doesn't make me mad, makes me smile, takes me back to a night a while ago that was so different from what I had planned, I left mad, but so hopeful and as I walked home "these strange steps, take us back, take us back..."
Smiling I think back, revisiting the year, closure I guess.
Music playing, the first one got me mad, it's a song I love and I feel like I wasted it, giving it to somebody who would not be able to properly appreciate it. Such a special song "I've found a way to make you smile... I count your eyelashes, secretly. With every one, whisper I love you. I let you sleep. ".
Then I remember him telling me how, even tough he doesn't like the band, the song gave him the chills. And I picture him at night, on the road, tired from working all day, having his spirit lifted with a song I gave him. And I get even madder.
The next song doesn't make me mad, makes me smile, takes me back to a night a while ago that was so different from what I had planned, I left mad, but so hopeful and as I walked home "these strange steps, take us back, take us back..."
Smiling I think back, revisiting the year, closure I guess.
terça-feira, dezembro 08, 2009
Com o fim da faculdade óbvio que não existiria mais vida de estudante então eu precisava decidir o que fazer da vida e só tinha certeza que não queria voltar para a fábrica (e por 'decidir o que fazer' eu quero dizer decidir como pagar minhas contas, afinal, eu não vivo de amor).
Aí que estava pensando em fazer traduções, em casa mesmo, ou talvez escrever, coisas assim, que dão trabalho e pagam mal, então 5a. passada fiquei presa no trânsito por horas e batendo papo no telefone decidi que precisava de ou um emprego que pagasse mal mas não me desse trabalho, ou então um trabalho que me pagasse bem (e não estou falando bem 10.000 por mês, mas pelo menos mais do que 3.000).
Como então estava presa no trânsito lembrei de uma piada da minha época de GV, foi bem no fim da onda B2B (Business to Business) então todo mundo brincava que a nova onda era B2C (Back to Consulting) e decidi voltar para consultoria, que dava muito trabalho, mas pagava muito bem!
Decisão tomada, sábado aproveitei um aniversário para conversar com o pessoal da área e pronto! Hoje fiz a entrevista e 5a. feira começo na empresa nova! Não paga mais tão bem quanto eu recebia há 5 anos, mas tudo bem, o importante é pagar minhas contas e depois eu vejo o resto!
Aí que estava pensando em fazer traduções, em casa mesmo, ou talvez escrever, coisas assim, que dão trabalho e pagam mal, então 5a. passada fiquei presa no trânsito por horas e batendo papo no telefone decidi que precisava de ou um emprego que pagasse mal mas não me desse trabalho, ou então um trabalho que me pagasse bem (e não estou falando bem 10.000 por mês, mas pelo menos mais do que 3.000).
Como então estava presa no trânsito lembrei de uma piada da minha época de GV, foi bem no fim da onda B2B (Business to Business) então todo mundo brincava que a nova onda era B2C (Back to Consulting) e decidi voltar para consultoria, que dava muito trabalho, mas pagava muito bem!
Decisão tomada, sábado aproveitei um aniversário para conversar com o pessoal da área e pronto! Hoje fiz a entrevista e 5a. feira começo na empresa nova! Não paga mais tão bem quanto eu recebia há 5 anos, mas tudo bem, o importante é pagar minhas contas e depois eu vejo o resto!
quarta-feira, dezembro 02, 2009
Fotos da penúltima prova, que era para ter sido a última, mas mesmo assim teve clima de formatura: http://www.flickr.com/photos/fadispng/
domingo, novembro 29, 2009
Esse post ficou gigante, sorry and feel free to skip right down to the poem at the end.
No iPod: "Solid Gold" - Chuck Prophet
Parei para ouvir uma música antes de dormir e o iPod tocou essa aí em cima, que eu amo, e ele diz "I wanna raise a toast to everyone... To my friends, near and far... I wanna raise a toast to stand up men, wherever you are... I wanna raise a toast to you my love... For putting up a fight... Then I'm gonna raise my glass again, for you (you know), on this star-crossed night..." e fez todo sentido.
Antes de dormir também vi um filme e um documentário. No filme a menina diz que precisa às vezes parar e mandar o coração requisitar mais ar, ela precisa se mandar respirar. No documentário (que é melhor) a diretora, praticante de ioga, pega um cara que não acredita em yoga e acompanha 6 meses dele praticando e indo para a Índia e procurando o sentido da ioga. E ele aprende a respirar e no fim diz que o experimento foi um fracasso, que a yoga não mudou a vida dele, mas depois ele larga NY e se muda para o Colorado e vai escalar.
Antes dos filmes e de ir ao shopping com duas amigas e jantar e passear, e depois de ir à aula, eu fui ao tatuador, tinha esperanças de convencê-lo a fazer a minha tatoo, que é pequena, hoje mesmo mas nem rolou, ele só me mostrou e desenho e botou a gente na rua. Pra piorar ainda ele não tem horário para mim semana que vem e só consegui marcar de fazer a tatoo nova na outra da outra segunda feira. Daqui a algo como três anos para mim. Capaz de eu já ter desistido até lá! Então estava indo dormir, ainda pensando no que alguns dos gurus do documentário disseram, aí pensei na minha tatoo nova e na que eu pensei em fazer junto mas desisti. E então resolvi escrever.
Sempre tive muita pressa, nasci prematura, não tenho paciência, não gosto de esperar, gosto de resolver, prefiro agir a reagir. Mas esse ano me pareceu que tudo o que eu fazia não surtia o efeito desejado, tudo pareceu enrolado, parado, e quanto mais me debatia, mais afundava. Passei então a periodicamente ter que escrever no meu próprio pulso 'Breathe, Let Go', pra me lembrar de continuar respirando - e foi essa tatoo que eu pensei em fazer e desisti.
A enrolação com a monografia foi o ápice, além de escrever 'Breathe' no pulso colei um bilhete gigante na minha geladeira 'Stillness is a movement', pra me lembrar de que eu posso não gostar, pode ser contra a minha natureza, mas às vezes o melhor movimento é ficar bem paradinha.
É isso, eu, que sempre fui do time do 'faço e aconteço' tive um ano de pancada para aprender a respeitar o ritmo dos outros, para entender que às vezes o melhor a fazer é deixar as coisas acontecerem e só então decidir o que fazer. Dolorosa, irritante e tediosa essa lição.
PS1. Só para comentar, eu ainda faço e aconteço quando dá, só para evitar a morte por tédio - ontem, para evitar o tédio absoluto eu inclusive dancei em cima do balcão do boteco.
PS2. A tatoo nova é por causa de algo que pensei muito esse ano além de 'Breathe', toda hora eu precisava pensar num poema do Bukowski, me lembrar que o importante é a forma como você lida com a crise, a elegância com a qual você briga pelas coisas, o importante não é o problema, mas sim como você vai se sentir quando olhar para trás. E por isso aqui embaixo vai o poema inteiro (óbvio que só vou tatuar um pedacinho pequeno dele no meu corpo).
How Is Your Heart? by Charles Bukowski
during my worst times
on the park benches
in the jails
or living with
whores
I always had this certain
contentment-
I wouldn't call it
happiness-
it was more of an inner
balance
that settled for
whatever was occuring
and it helped in the
factories
and when relationships
went wrong
with the
girls.
it helped
through the
wars and the
hangovers
the backalley fights
the
hospitals.
to awaken in a cheap room
in a strange city and
pull up the shade-
this was the craziest kind of
contentment
and to walk across the floor
to an old dresser with a
cracked mirror-
see myself, ugly,
grinning at it all.
what matters most is
how well you
walk through the
fire.
No iPod: "Solid Gold" - Chuck Prophet
Parei para ouvir uma música antes de dormir e o iPod tocou essa aí em cima, que eu amo, e ele diz "I wanna raise a toast to everyone... To my friends, near and far... I wanna raise a toast to stand up men, wherever you are... I wanna raise a toast to you my love... For putting up a fight... Then I'm gonna raise my glass again, for you (you know), on this star-crossed night..." e fez todo sentido.
Antes de dormir também vi um filme e um documentário. No filme a menina diz que precisa às vezes parar e mandar o coração requisitar mais ar, ela precisa se mandar respirar. No documentário (que é melhor) a diretora, praticante de ioga, pega um cara que não acredita em yoga e acompanha 6 meses dele praticando e indo para a Índia e procurando o sentido da ioga. E ele aprende a respirar e no fim diz que o experimento foi um fracasso, que a yoga não mudou a vida dele, mas depois ele larga NY e se muda para o Colorado e vai escalar.
Antes dos filmes e de ir ao shopping com duas amigas e jantar e passear, e depois de ir à aula, eu fui ao tatuador, tinha esperanças de convencê-lo a fazer a minha tatoo, que é pequena, hoje mesmo mas nem rolou, ele só me mostrou e desenho e botou a gente na rua. Pra piorar ainda ele não tem horário para mim semana que vem e só consegui marcar de fazer a tatoo nova na outra da outra segunda feira. Daqui a algo como três anos para mim. Capaz de eu já ter desistido até lá! Então estava indo dormir, ainda pensando no que alguns dos gurus do documentário disseram, aí pensei na minha tatoo nova e na que eu pensei em fazer junto mas desisti. E então resolvi escrever.
Sempre tive muita pressa, nasci prematura, não tenho paciência, não gosto de esperar, gosto de resolver, prefiro agir a reagir. Mas esse ano me pareceu que tudo o que eu fazia não surtia o efeito desejado, tudo pareceu enrolado, parado, e quanto mais me debatia, mais afundava. Passei então a periodicamente ter que escrever no meu próprio pulso 'Breathe, Let Go', pra me lembrar de continuar respirando - e foi essa tatoo que eu pensei em fazer e desisti.
A enrolação com a monografia foi o ápice, além de escrever 'Breathe' no pulso colei um bilhete gigante na minha geladeira 'Stillness is a movement', pra me lembrar de que eu posso não gostar, pode ser contra a minha natureza, mas às vezes o melhor movimento é ficar bem paradinha.
É isso, eu, que sempre fui do time do 'faço e aconteço' tive um ano de pancada para aprender a respeitar o ritmo dos outros, para entender que às vezes o melhor a fazer é deixar as coisas acontecerem e só então decidir o que fazer. Dolorosa, irritante e tediosa essa lição.
PS1. Só para comentar, eu ainda faço e aconteço quando dá, só para evitar a morte por tédio - ontem, para evitar o tédio absoluto eu inclusive dancei em cima do balcão do boteco.
PS2. A tatoo nova é por causa de algo que pensei muito esse ano além de 'Breathe', toda hora eu precisava pensar num poema do Bukowski, me lembrar que o importante é a forma como você lida com a crise, a elegância com a qual você briga pelas coisas, o importante não é o problema, mas sim como você vai se sentir quando olhar para trás. E por isso aqui embaixo vai o poema inteiro (óbvio que só vou tatuar um pedacinho pequeno dele no meu corpo).
during my worst times
on the park benches
in the jails
or living with
whores
I always had this certain
contentment-
I wouldn't call it
happiness-
it was more of an inner
balance
that settled for
whatever was occuring
and it helped in the
factories
and when relationships
went wrong
with the
girls.
it helped
through the
wars and the
hangovers
the backalley fights
the
hospitals.
to awaken in a cheap room
in a strange city and
pull up the shade-
this was the craziest kind of
contentment
and to walk across the floor
to an old dresser with a
cracked mirror-
see myself, ugly,
grinning at it all.
what matters most is
how well you
walk through the
fire.
sábado, novembro 28, 2009
De volta do boteco, postando porque eu tenho medo que apaguem meu blog se eu sumir por tempo demais...
Noite de penúltima prova na faculdade, era para ter sido a última mas a profa. de 2a. faltou e remarcou a prova p/ semana que vem. Comemoramos como se tivesse sido a última, última depois de 5 anos de curso. Comemoramos com champagne, buzinas, confete e serpetinas.
Depois da comemoração, já no boteco em frente ao prédio da faculdade, eu olhei bem e finalmente senti que sentirei saudades, dos colegas de sala, de alguns professores, até do stress das provas! Os cinco anos do curso voaram, nem percebi, agora que acabou (quase, maomenos) parece que foi só um ano.
Quando terminei a primeira graduação foi uma coisa tão de expectativa com a vida que me aguardava, ansiedade, desejo de começar logo o resto que ... sei lá, foi diferente. Ou talvez eu só lembre diferente porque faz tanto tempo que terminei a Cásper...
Enfim, mesmo que eu tenha que ficar mais 6 meses por causa da monografia, e mesmo ainda tendo aulas 2 vezes por semana até 18 de dezembro, mesmo ainda devendo relatórios e horas de estágio, acabou. Já me sinto bacharel em Direito, a parte mais demorada e difícil já foi, agora é só resolver pendências-zinhas!
É isso, duas graduações, uma pós, já decidi a próxima graduação e ainda não decidi o que eu quero ser quando crescer! Tudo bem, time is on my side.
Noite de penúltima prova na faculdade, era para ter sido a última mas a profa. de 2a. faltou e remarcou a prova p/ semana que vem. Comemoramos como se tivesse sido a última, última depois de 5 anos de curso. Comemoramos com champagne, buzinas, confete e serpetinas.
Depois da comemoração, já no boteco em frente ao prédio da faculdade, eu olhei bem e finalmente senti que sentirei saudades, dos colegas de sala, de alguns professores, até do stress das provas! Os cinco anos do curso voaram, nem percebi, agora que acabou (quase, maomenos) parece que foi só um ano.
Quando terminei a primeira graduação foi uma coisa tão de expectativa com a vida que me aguardava, ansiedade, desejo de começar logo o resto que ... sei lá, foi diferente. Ou talvez eu só lembre diferente porque faz tanto tempo que terminei a Cásper...
Enfim, mesmo que eu tenha que ficar mais 6 meses por causa da monografia, e mesmo ainda tendo aulas 2 vezes por semana até 18 de dezembro, mesmo ainda devendo relatórios e horas de estágio, acabou. Já me sinto bacharel em Direito, a parte mais demorada e difícil já foi, agora é só resolver pendências-zinhas!
É isso, duas graduações, uma pós, já decidi a próxima graduação e ainda não decidi o que eu quero ser quando crescer! Tudo bem, time is on my side.
quarta-feira, novembro 18, 2009
quinta-feira, novembro 12, 2009
Sempre pensei que o caminho para me ganhar fosse a música, o cinema, política, coisas assim, uma compatibilidade intelectual, mas de fundo emocional, sabe? Sempre pensei numa compatibilidade de gostos, um mesmo jeito de enxergar o mundo, mas de repente eu percebo que talvez compatibilidade seja mais uma coisa de sensação de conforto ao falar com alguém, uma coisa de se sentir à vontade facilmente.
Meu horóscopo diz que essa é uma época de crescimento, amadurecimento, de redescobrir meu amor-próprio, eu acredito nele.
...
Independente de compatibilidade ou qualquer outra coisa, já faz um mês que rola esse movimento... Desde meu mega-tombo eu parei, pensei e repensei e estou confortável dizendo “nhé, não, eu quero mais, eu mereço mais e não vou aceitar menos”.
E aí eu chego no outro ponto, quando digo “eu mereço mais” estou me referindo aos homens casados que me procuram (sim, no plural mesmo). Sabe, eu realmente acredito que cada caso é um caso, cada casamento é um casamento, eu desconheço o que rola entre qualquer casal e não cabe a mim julgar ou qualquer coisa do gênero, mas eu fico triste por eles, principalmente porque os dois são homens que eu adoro, mesmo. Se qualquer um deles fosse solteiro eu certamente tentaria um relacionamento.
Mas eles são casados, eu sou uma fantasia, Gilda, no momento que quero ser Rita. E eu fico triste de saber que eles estão casados e sentindo falta da fantasia, que eles estejam buscando isso fora de casa ativamente. Fico triste porque acredito que eles não estejam confortáveis vivendo isso, eles são pessoas legais, que nunca tiveram a intenção de trair as esposas, é uma situação ruim, chata e eu não gostaria de estar na posição deles. Nunca estive e não me vejo na situação deles, dentro de um relacionamento procurando alguma coisa fora.
E eu fico com medo de me casar e chegar nessa situação. E fico com medo de chegar nisso e de duas uma, ou eu parei de enxergar meu marido e não percebo que ele está sentindo falta de algo, ou até enxergo mas tenho medo de balançar o barco então finjo que não está acontecendo. Não consigo pensar em outra opção, não consigo me imaginar casando com um sociopata tão sociopata que eu possa ir dormir com ele toda noite e não perceber que está faltando algo (para ele pelo menos), a menos que eu tenha parado de enxergá-lo.
Por outro lado eu já estive em relacionamentos e deixei o piloto automático entrar em ação, outro medo então, porque é fácil mesmo deixar a coisa no piloto automático, eu até enxerguei meu saco cheio, o saco cheio do outro. Uma vez, não tive a maturidade de tentar consertar, estourei e fui embora, sem explicar. Outra vez consertei. Quero acreditar que vou continuar consertando, mas é fácil para mim falar.
Meu horóscopo diz que essa é uma época de crescimento, amadurecimento, de redescobrir meu amor-próprio, eu acredito nele.
Independente de compatibilidade ou qualquer outra coisa, já faz um mês que rola esse movimento... Desde meu mega-tombo eu parei, pensei e repensei e estou confortável dizendo “nhé, não, eu quero mais, eu mereço mais e não vou aceitar menos”.
E aí eu chego no outro ponto, quando digo “eu mereço mais” estou me referindo aos homens casados que me procuram (sim, no plural mesmo). Sabe, eu realmente acredito que cada caso é um caso, cada casamento é um casamento, eu desconheço o que rola entre qualquer casal e não cabe a mim julgar ou qualquer coisa do gênero, mas eu fico triste por eles, principalmente porque os dois são homens que eu adoro, mesmo. Se qualquer um deles fosse solteiro eu certamente tentaria um relacionamento.
Mas eles são casados, eu sou uma fantasia, Gilda, no momento que quero ser Rita. E eu fico triste de saber que eles estão casados e sentindo falta da fantasia, que eles estejam buscando isso fora de casa ativamente. Fico triste porque acredito que eles não estejam confortáveis vivendo isso, eles são pessoas legais, que nunca tiveram a intenção de trair as esposas, é uma situação ruim, chata e eu não gostaria de estar na posição deles. Nunca estive e não me vejo na situação deles, dentro de um relacionamento procurando alguma coisa fora.
E eu fico com medo de me casar e chegar nessa situação. E fico com medo de chegar nisso e de duas uma, ou eu parei de enxergar meu marido e não percebo que ele está sentindo falta de algo, ou até enxergo mas tenho medo de balançar o barco então finjo que não está acontecendo. Não consigo pensar em outra opção, não consigo me imaginar casando com um sociopata tão sociopata que eu possa ir dormir com ele toda noite e não perceber que está faltando algo (para ele pelo menos), a menos que eu tenha parado de enxergá-lo.
Por outro lado eu já estive em relacionamentos e deixei o piloto automático entrar em ação, outro medo então, porque é fácil mesmo deixar a coisa no piloto automático, eu até enxerguei meu saco cheio, o saco cheio do outro. Uma vez, não tive a maturidade de tentar consertar, estourei e fui embora, sem explicar. Outra vez consertei. Quero acreditar que vou continuar consertando, mas é fácil para mim falar.
domingo, novembro 08, 2009
E o que dizer? A música salva. Chuva existe pra lavar a alma (às vezes). Sepultura sempre me deixa nostálgica... Perry Farrel e Mike Patton são homens que vivem em universos diferentes de nós, o tempo todo, inclusive no palco, junto com as bandas inteiras eles continuam em um universo separado. E hoje, 24 horas depois, continuam me fazendo rir.
Ver o Faith No More foi uma coisa totalmente adolescente, afinal eu tinha uns 14 anos da outra vez, foi um dos primeiros concertos de rock da minha vida e com certeza um dos responsáveis por me fazer amar tanto shows ao vivo, aquela coisa do tesão da banda no palco, do som que faz o chão, o corpo e alma vibrar, 2, 5, 10, 80 mil pessoas cantando juntas, a música que te carrega para outro mundo.
Melhor do que só ver um concerto ao vivo é quando a banda não sobe e simplesmente toca o disco, é quando um concerto vira um Show, então o Perry Farrell aparece e eu quase morro, Ziggy Stardust is in da house! Hipnotizando todo mundo, acompanhado de mulheres semi-nuas, com um quê de gueixas, maracas, 'machismo', e quando ele diz "We have to live our lives to the fullest", só me resta concordar e aí dançar, pular e gritar loucamente.
Pra melhorar, a chuva lava minh'alma e o Mike Patton entra no palco - caralho, eu tinha esquecido como ele canta bem, fantasticamente bem - lindo, cafa (estilo Peeping Tom), derretendo todo mundo cantando "Reunited"... Daí em diante só melhorou, porrada, relax, risada, mais risada e até algumas lágrimas com o fim de "Epic". Fui para reviver a adolescência e ganhei tanto mais que nem sei explicar.
PS1. Matéria do Guss sobre o festival.
PS2. Também sou velha e estava tão podre hoje que depois do Enade fiz um dia de Home Spa, com direito a alimentação vegan (bruschetta).
PS3. Ia falar sobre o Enade, sobre como foi difícil ir mal de propósito, especialmente depois do meu colegial no Etapa que foi uma coisa lavagem cerebral com provas teste, mas nhé, tudo isso é tão pequeno perto dos shows de ontem...
Ver o Faith No More foi uma coisa totalmente adolescente, afinal eu tinha uns 14 anos da outra vez, foi um dos primeiros concertos de rock da minha vida e com certeza um dos responsáveis por me fazer amar tanto shows ao vivo, aquela coisa do tesão da banda no palco, do som que faz o chão, o corpo e alma vibrar, 2, 5, 10, 80 mil pessoas cantando juntas, a música que te carrega para outro mundo.
Melhor do que só ver um concerto ao vivo é quando a banda não sobe e simplesmente toca o disco, é quando um concerto vira um Show, então o Perry Farrell aparece e eu quase morro, Ziggy Stardust is in da house! Hipnotizando todo mundo, acompanhado de mulheres semi-nuas, com um quê de gueixas, maracas, 'machismo', e quando ele diz "We have to live our lives to the fullest", só me resta concordar e aí dançar, pular e gritar loucamente.
Pra melhorar, a chuva lava minh'alma e o Mike Patton entra no palco - caralho, eu tinha esquecido como ele canta bem, fantasticamente bem - lindo, cafa (estilo Peeping Tom), derretendo todo mundo cantando "Reunited"... Daí em diante só melhorou, porrada, relax, risada, mais risada e até algumas lágrimas com o fim de "Epic". Fui para reviver a adolescência e ganhei tanto mais que nem sei explicar.
PS1. Matéria do Guss sobre o festival.
PS2. Também sou velha e estava tão podre hoje que depois do Enade fiz um dia de Home Spa, com direito a alimentação vegan (bruschetta).
PS3. Ia falar sobre o Enade, sobre como foi difícil ir mal de propósito, especialmente depois do meu colegial no Etapa que foi uma coisa lavagem cerebral com provas teste, mas nhé, tudo isso é tão pequeno perto dos shows de ontem...
quinta-feira, novembro 05, 2009
Eu ia escrever sobre finalmente ter entregue a monografia, mas não rolou, passei do prazo e só vou descobrir amanhã se vão aceitar ou não - aparentemente eu já estou reprovada, só tinham esquecido de me avisar.
Saí da faculdade então zonza com essa notícia, fui jantar, me perdi em Perdizes, cheguei ao restaurante com uma mega dor-de-cabeça, estava reclamando do ocorrido, o dono do restaurante ouviu e me disse "Ah, relaxa, as coisas acontecem porque tem que acontecer, pode acreditar que é para o seu bem!" - quer dizer, não foram com essas palavras, ele falou algo acho que mais no sentido de "se você não entregou no prazo foi porque algo em você não quis fazer no prazo"
Eu respirei, jantei, mudamos de assunto, demos risadas, ganhei presente e é isso, fiz a minha parte (atrasada, mas fiz) e amanhã eu descubro se vão aceitar ou não.
Saí da faculdade então zonza com essa notícia, fui jantar, me perdi em Perdizes, cheguei ao restaurante com uma mega dor-de-cabeça, estava reclamando do ocorrido, o dono do restaurante ouviu e me disse "Ah, relaxa, as coisas acontecem porque tem que acontecer, pode acreditar que é para o seu bem!" - quer dizer, não foram com essas palavras, ele falou algo acho que mais no sentido de "se você não entregou no prazo foi porque algo em você não quis fazer no prazo"
Eu respirei, jantei, mudamos de assunto, demos risadas, ganhei presente e é isso, fiz a minha parte (atrasada, mas fiz) e amanhã eu descubro se vão aceitar ou não.
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