segunda-feira, agosto 06, 2007

Eu procuro sempre manter esse blog apolítico e se possível alienado, e isso de forma alguma quer dizer que eu seja apolítica ou alienada. Eu já comentei que a família da minha mãe veio de Hiroshima? E que a minha avó perdeu a pouca família que continuou no Japão quando os pais dela vieram para cá por causa da bomba atômica? Acho que não, porque não costumamos falar disso, não faz sentido ficar comentando e sofrendo por causa do assunto, mas minha mãe e eu somos "sócias" da associação de descendentes da Província de Hiroshima e aquele museu que tem na Liberdade, no prédio da Associação, é aterrorizante, no mínimo.

Enfim, estou interrompendo a alienação normal para postar uma notícia.
"HIROSHIMA (Reuters) - O Japão lembrou na segunda-feira o 62o aniversário do ataque nuclear contra Hiroshima (...) 'Mesmo para os que conseguiram sobreviver foi um inferno que os fez invejar os mortos', disse o prefeito Tadatoshi Akiba no evento, descrevendo rostos queimados, roupas desintegradas e outros efeitos da bomba.
'O governo japonês, que tem o dever de trabalhar pela abolição das armas nucleares por meio do direito internacional, deveria proteger sua Constituição pacifista, da qual deveria se orgulhar, e claramente dizer 'não' às políticas antiquadas e erradas dos EUA', declarou o prefeito. (...)
Sob forte calor, Abe (primeiro-ministro) prometeu respeitar a Constituição pacifista do país. Segundo ele, o país não vai nem mesmo debater a possibilidade de rever os seus "três princípios não-nucleares" -- contra a posse, produção e importação dessas armas. 'Sendo o único país a ter sofrido bombardeios atômicos na história humana, temos a responsabilidade de contar as histórias desta triste experiência à comunidade internacional', disse Abe.
Ao final de 1945, 140 mil pessoas haviam morrido por causa do ataque a Hiroshima, que tinha antes da bomba uma população de 350 mil pessoas. Muitas outras morreram nas décadas seguintes devido a doenças e ferimentos.
Recentemente, mais 5.221 nomes foram acrescidos à lista, elevando o total de mortos a 253.008. Milhares de nomes são acrescentados todos os anos."


2 comentários:

JL disse...

blogueira apolítica, é sempre bom esse tipo de informação, uma vez que não vivenciamos isso e só temos alguma "idéia" do que foi. além de fazer parte da história de vocês, é também do mundo e não pode ser esquecida...
beijo

Dani disse...

Apolítica E alienada! ;)
E concordo totalmente, e é por isso mesmo que eu abri uma exceção e postei a notícia!