No iTunes: "Purple Rain" - Tori Amos
Outro dia o Guss me perguntou o que vou fazer quando acabar de tirar as 365 fotos, se vou recomeçar ou o quê. Respondi que provavelmente voltaria a escrever. Toda a ideia de tirar as 365 fotos foi porque eu queria sair da minha zona de conforto, queria me dar a chance de fazer algo que normalmente não gosto tanto, porque eu gosto de explicar e dizer e detalhar e garantir que minha ideia foi transmitida (ou pelo menos que fiz o meu melhor para isso), e fotos são tão subjetivas, tão sujeitas a tantos filtros diferentes.
Mas aí de repente eu levantei e a cidade está tão em silêncio, a noite tão calma e eu cheguei cedo em casa e não percebi que ficou tão de madrugada de repente, me confundi pensando que hoje era sábado e o horário de verão acabou, me perdi nas horas e tive vontade de escrever, mas talvez por falta de prática não saiba muito bem o que quero tentar explicar ou transmitir ou como fazer isso agora.
E então o que eu consigo dizer é que ouço muito mais Prince do que seria considerado saudável e que eu sei que é errado, mas estou viciada em Ruffles sabor milho com manteiga. E que no meu mundo atual vivem milionários perdidos, vinganças de família e virgens que enrubescem.
"There's only one instant, and it's right now. And it's eternity."
sábado, fevereiro 25, 2012
terça-feira, janeiro 24, 2012
Because I’ll Never Swim in Every Ocean
by Catherine Pierce
Want is ten thousand blue feathers falling
all around me, and me unable to stomach
that I might catch five but never ten thousand.
So I drop my hands to my sides and wait
to be buried. I open a book and the words
spring and taunt. Flashes—motel, lapidary,
piranha—of every story, every poem I’ll never
know well enough to conjure in sleep.
What’s the point of words if I can’t
own them all? I toss book after book
into my imaginary trashcan fire.
Or I think I’ll learn piano. At the first lesson,
we’re clapping whole and half notes
and this is childish, I’m better than this.
I’d like to leave playing Ravel. I’d like
to give a concerto on Saturday. So I quit.
I have standards. Then on Saturday,
I have a beer, watch a telethon. Or
we watch a documentary on Antarctica.
The interviewees are from Belarus, Lima, Berlin.
Everyone speaks English. Everyone names
a philosopher, an ethos. One man carries a raft
on his back at all times. I went to Nebraska once
and swore it was a great adventure. It was.
I think of how I’ll never go to Antarctica,
mainly because I don’t much want to. But
I should want to. I should be the girl
with a raft on her back. When I think
of all the mountains and monuments
and skyscapes I haven’t seen, all the trains
I should take, all the camels and mopeds
and ferries I should ride, all the scorching
hikes I should nearly die on, I press
my body down, down into the vast green
couch. If I step out the door, the infinity
of what I’ve missed will zorro me across
the face with a big L for Lazy. Sometimes
I watch finches at the feeder, their wings small
suns, and have to grab the sill to steady myself.
Metaphorically, of course. I’m no loon.
Look—even my awestruck is half-assed.
But I’m so tired of the small steps—
the pentatonic scale, the frequent flyer
hoarding, the one exquisite sentence
in a forest of exquisite sentences.
There is a globe welling up inside of me.
Mountain ranges ridging my skin,
oceans filling my mouth. If I stay still
long enough, I could become my own world.
by Catherine Pierce
Want is ten thousand blue feathers falling
all around me, and me unable to stomach
that I might catch five but never ten thousand.
So I drop my hands to my sides and wait
to be buried. I open a book and the words
spring and taunt. Flashes—motel, lapidary,
piranha—of every story, every poem I’ll never
know well enough to conjure in sleep.
What’s the point of words if I can’t
own them all? I toss book after book
into my imaginary trashcan fire.
Or I think I’ll learn piano. At the first lesson,
we’re clapping whole and half notes
and this is childish, I’m better than this.
I’d like to leave playing Ravel. I’d like
to give a concerto on Saturday. So I quit.
I have standards. Then on Saturday,
I have a beer, watch a telethon. Or
we watch a documentary on Antarctica.
The interviewees are from Belarus, Lima, Berlin.
Everyone speaks English. Everyone names
a philosopher, an ethos. One man carries a raft
on his back at all times. I went to Nebraska once
and swore it was a great adventure. It was.
I think of how I’ll never go to Antarctica,
mainly because I don’t much want to. But
I should want to. I should be the girl
with a raft on her back. When I think
of all the mountains and monuments
and skyscapes I haven’t seen, all the trains
I should take, all the camels and mopeds
and ferries I should ride, all the scorching
hikes I should nearly die on, I press
my body down, down into the vast green
couch. If I step out the door, the infinity
of what I’ve missed will zorro me across
the face with a big L for Lazy. Sometimes
I watch finches at the feeder, their wings small
suns, and have to grab the sill to steady myself.
Metaphorically, of course. I’m no loon.
Look—even my awestruck is half-assed.
But I’m so tired of the small steps—
the pentatonic scale, the frequent flyer
hoarding, the one exquisite sentence
in a forest of exquisite sentences.
There is a globe welling up inside of me.
Mountain ranges ridging my skin,
oceans filling my mouth. If I stay still
long enough, I could become my own world.
sábado, dezembro 31, 2011
Fim de mais um ano... Pensando no que escrever... Eu queria ser aquele tipo de gente que consegue montar milhares de playlists, apropriadas para todo e qualquer tipo de momento, mas talvez por preguiça ou comodidade, sou aquele tipo de gente que vive no shuffle, à mercê do que o player decidir tocar, e às vezes ele entra em loop e fica tocando a mesma meia dúzia de músicas cada vez que aperto o play. E eu nem pulo de música, ele toca, eu ouço.
Esse ano mudei de emprego e de casa só 1 vez, em compensação passei 6 meses morando em hotéis durante a semana e no apê novo nos fins de semana – tudo isso para justificar porque dois terços das minhas coisas continuam na casa da minha mãe.
Tinha pensado em ir para o Canadá agora no fim do ano, depois resolvi ir para Jeri com uma amiga, mas no fim percebi que quero curtir minha casa nova – nem é tão nova, mas ok.
Antes de tudo isso reservei passagens para a Tunísia, o que não rolou também.
O grande plano de 2012 é não mudar de casa, ir ao Canadá e talvez finalmente Cambodia, quem sabe com alguma parada na Tunísia. Enquanto isso 2011 termina com muitas coisas não planejadas, diferentes e divertidas. Enfim, Ótimo 2012!
Esse ano mudei de emprego e de casa só 1 vez, em compensação passei 6 meses morando em hotéis durante a semana e no apê novo nos fins de semana – tudo isso para justificar porque dois terços das minhas coisas continuam na casa da minha mãe.
Tinha pensado em ir para o Canadá agora no fim do ano, depois resolvi ir para Jeri com uma amiga, mas no fim percebi que quero curtir minha casa nova – nem é tão nova, mas ok.
Antes de tudo isso reservei passagens para a Tunísia, o que não rolou também.
O grande plano de 2012 é não mudar de casa, ir ao Canadá e talvez finalmente Cambodia, quem sabe com alguma parada na Tunísia. Enquanto isso 2011 termina com muitas coisas não planejadas, diferentes e divertidas. Enfim, Ótimo 2012!
terça-feira, outubro 25, 2011
Ultimamente eu penso em Paraty, sinto o cheiro da maresia, o ar quente do litoral e penso nos quadros abstratos que vi em Paraty, no atelier daquele pintor que esqueci o nome, mas que em 2000 e pouco reencontrou uns quadros que ele havia pintado em 70 e pouco e ficaram esquecidos no porão de alguém em Paris. Ele comentou que olhava aqueles quadros e sentia por um lado um estranhamento, como se houvessem sido pintados por outro artista e por outro um conforto, por sentir que aquelas obras tinham saído da alma dele mesmo. Papo louco. I know. Mas foi uma ótima tarde.
Eu penso nisso porque sou uma pessoa verbal, literal, que se expressa melhor verbalizando sentimentos do que sentindo emoções, mas aí de repente a palavra me sumiu e ando me divertindo buscando cenas, fotos diárias, coisas que podem traduzir um monte de outras coisas diferentes, dependendo do que o filtro que quem estiver olhando mostrar. Eu fotografo uma coisa, as pessoas vêem outras quaisquer, talvez a mesma que eu, talvez não, talvez nada, só mais uma foto torta com um efeito computadorizado aleatório.
E aí chego no lugar das pinturas abstratas, que eu não gostava, mas que começaram a me atrair faz alguns anos, talvez a gente precise de bagagem para enxergar alguma coisa em um quadro abstrato, bagagem constrói os filtros necessários para ver além do borrão emoldurado.
Ou talvez o calor e estar cercada pelos cariocas esteja me enlouquecendo de vez.
Eu penso nisso porque sou uma pessoa verbal, literal, que se expressa melhor verbalizando sentimentos do que sentindo emoções, mas aí de repente a palavra me sumiu e ando me divertindo buscando cenas, fotos diárias, coisas que podem traduzir um monte de outras coisas diferentes, dependendo do que o filtro que quem estiver olhando mostrar. Eu fotografo uma coisa, as pessoas vêem outras quaisquer, talvez a mesma que eu, talvez não, talvez nada, só mais uma foto torta com um efeito computadorizado aleatório.
E aí chego no lugar das pinturas abstratas, que eu não gostava, mas que começaram a me atrair faz alguns anos, talvez a gente precise de bagagem para enxergar alguma coisa em um quadro abstrato, bagagem constrói os filtros necessários para ver além do borrão emoldurado.
Ou talvez o calor e estar cercada pelos cariocas esteja me enlouquecendo de vez.
quinta-feira, setembro 22, 2011
De repente, no meio de uma tarde chuvosa, atípica na Barra, me bate uma saudade avassaladora, esmagadora, de quem eu era, da vida que eu vivia. Sinto uma falta inacreditável da minha vida.
Talvez seja estar no RJ que me deixe assim sozinha e com saudades. Talvez seja estar longe dos meus amigos, saber que se eu estivesse em SP eu podia ligar e dizer "estou carente, vamos jantar?" para uma dezena de pessoas e aqui não ter essa opção.
Talvez seja a idade, talvez seja o fim do R.E.M., talvez seja sono. Ainda bem que meu inconsciente é legal e toca Whitney em loop desde que acordei.
sexta-feira, julho 29, 2011
Na cabeça: "This ain't no picnic" - Minutemen
Geralmente eu adoro meus aniversários, não lembro de alguma vez que estivesse em SP e não tenha dado uma festa para comemorar - ok, lembro de uma vez que não quis fazer uma comemoração e acabei ganhando uma festa surpresa (cheia de desconhecidos, mas foi ótimo, thanx Gu).
Enfim, eu sempre marco pelo menos uma festa, geralmente mais de uma. Esse ano eu até estava bem empolgada para fazer uma balada, na festa do Madame, me acabar de dançar e tal, mas não rolou, tudo conspirou contra, não consegui fechar nem o lugar, nem a data e bodeei.
Não sei o que escrever, é esquisito pensar que agora tenho oficialmente 34 anos de idade, me sinto tão com 25 ainda. Amanhã eu tenho uma reunião para decidir meu "Career Plan". Medo. Serei uma pessoa com um "Career Plan".
Mês passado recebi uma oferta de trabalho em Singapura. Foi um 'no, but thank you' bem difícil de sair. Levei dias para conseguir escrever que não aceitava. Em Singapura eu certamente não teria um "Career Plan".
Invés de Singapura então estou aqui no Jabaquara, rodeada de caixas da mudança ainda. Sem pressa para desencaixotar coisas.
Eu tinha pressa para ter 30 anos. Quando cheguei aos 32 eu pedi para parar, quis ir mais devagar. Mas o mundo girou ainda mais rápido nesses 2 anos passados. Foram ótimos 2 anos. Foram 2 anos péssimos. Depende do ponto de vista. Mas não faço questão de comemorar esse aniversário em particular.
Talvez eu mude de idéia daqui a alguns meses. Não decidiram mudar os signos do zodíaco? Então. Me sinto liberada para mudar a data do meu aniversário! Só esse ano. Não estou pronta para ter 34 anos. Ainda. Give me some time.
O que eu consigo escrever agora é que todo esse meu problema com ter um 'Career Plan', com me sentir uma pessoa totalmente errada com meus 34 anos, me empurrou para tentar algo diferente. Invés de escrever, que sempre foi 'my thing', resolvi fotografar, projeto #365Days ON, lá no Tumblr que é mais fácil.
E Happy Birthday Mrs. President.
Geralmente eu adoro meus aniversários, não lembro de alguma vez que estivesse em SP e não tenha dado uma festa para comemorar - ok, lembro de uma vez que não quis fazer uma comemoração e acabei ganhando uma festa surpresa (cheia de desconhecidos, mas foi ótimo, thanx Gu).
Enfim, eu sempre marco pelo menos uma festa, geralmente mais de uma. Esse ano eu até estava bem empolgada para fazer uma balada, na festa do Madame, me acabar de dançar e tal, mas não rolou, tudo conspirou contra, não consegui fechar nem o lugar, nem a data e bodeei.
Não sei o que escrever, é esquisito pensar que agora tenho oficialmente 34 anos de idade, me sinto tão com 25 ainda. Amanhã eu tenho uma reunião para decidir meu "Career Plan". Medo. Serei uma pessoa com um "Career Plan".
Mês passado recebi uma oferta de trabalho em Singapura. Foi um 'no, but thank you' bem difícil de sair. Levei dias para conseguir escrever que não aceitava. Em Singapura eu certamente não teria um "Career Plan".
Invés de Singapura então estou aqui no Jabaquara, rodeada de caixas da mudança ainda. Sem pressa para desencaixotar coisas.
Eu tinha pressa para ter 30 anos. Quando cheguei aos 32 eu pedi para parar, quis ir mais devagar. Mas o mundo girou ainda mais rápido nesses 2 anos passados. Foram ótimos 2 anos. Foram 2 anos péssimos. Depende do ponto de vista. Mas não faço questão de comemorar esse aniversário em particular.
Talvez eu mude de idéia daqui a alguns meses. Não decidiram mudar os signos do zodíaco? Então. Me sinto liberada para mudar a data do meu aniversário! Só esse ano. Não estou pronta para ter 34 anos. Ainda. Give me some time.
O que eu consigo escrever agora é que todo esse meu problema com ter um 'Career Plan', com me sentir uma pessoa totalmente errada com meus 34 anos, me empurrou para tentar algo diferente. Invés de escrever, que sempre foi 'my thing', resolvi fotografar, projeto #365Days ON, lá no Tumblr que é mais fácil.
E Happy Birthday Mrs. President.
segunda-feira, julho 25, 2011
No iTunes: "Thirteen" - Big Star
Rock 'n Roll is here to stay
Come inside where it's okay
And I'll shake you
Um dos meus livros favoritos de 2009 foi Love is a Mix tape. Um dos meus livros favoritos desse ano foi Cassette from my Ex.
Hoje eu assisti uma peça que é uma adaptação dos dois livros, não sabia; Sabia que uma das cenas da peça era igual a do primeiro livro, descobri que foi uma adaptação, bastante fiel, do primeiro, com cenas do segundo no meio. E que delícia...
No Natal eu estava assistindo o Somewhere e o Itiro comentou que ela (a Coppola) fala com um público bem específico (eu, e não ele). Total concordei. A peça de hoje também é assim, os livros idem, eles falam com pessoas que acreditam em trilhas sonoras.
Pessoas que têm dificuldades e falam através de músicas, e buscam coisas que não tem nome, nem endereço, nem localização no Google Maps, coisas indecifráveis, mas que aquela distorção, daquela guitarra, naquela música, daquele disco obscuro, traduz perfeitamente. Aquelas músicas que fazem uma ponte entre só eu e mais uma outra pessoa, aqueles momentos que precisam de uma trilha sonora. Outro dia eu escrevi sobre isso aqui. É isso. Ver pessoas que sentem como eu, que querem ser parte de uma coisa Thurston Moore + Kim Gordon. Que também sorriem quando ouvem o Leonard Cohen abrindo um show ou discutem sobre Comic Strip ou Je t'aime... moi non plus.
Rock 'n Roll is here to stay
Come inside where it's okay
And I'll shake you
Um dos meus livros favoritos de 2009 foi Love is a Mix tape. Um dos meus livros favoritos desse ano foi Cassette from my Ex.
Hoje eu assisti uma peça que é uma adaptação dos dois livros, não sabia; Sabia que uma das cenas da peça era igual a do primeiro livro, descobri que foi uma adaptação, bastante fiel, do primeiro, com cenas do segundo no meio. E que delícia...
No Natal eu estava assistindo o Somewhere e o Itiro comentou que ela (a Coppola) fala com um público bem específico (eu, e não ele). Total concordei. A peça de hoje também é assim, os livros idem, eles falam com pessoas que acreditam em trilhas sonoras.
Pessoas que têm dificuldades e falam através de músicas, e buscam coisas que não tem nome, nem endereço, nem localização no Google Maps, coisas indecifráveis, mas que aquela distorção, daquela guitarra, naquela música, daquele disco obscuro, traduz perfeitamente. Aquelas músicas que fazem uma ponte entre só eu e mais uma outra pessoa, aqueles momentos que precisam de uma trilha sonora. Outro dia eu escrevi sobre isso aqui. É isso. Ver pessoas que sentem como eu, que querem ser parte de uma coisa Thurston Moore + Kim Gordon. Que também sorriem quando ouvem o Leonard Cohen abrindo um show ou discutem sobre Comic Strip ou Je t'aime... moi non plus.
domingo, julho 03, 2011
Hotel rooms are weird. Don't get me wrong, I love staying in hotels, but they're weird and have a weird effect on me. I'm thinking it's because they're like blobs, nobody really owns a hotel room, they're made for everyone and no-one at the same time, they're supposed to be impersonal but I always feel so ... and don't want to leave. I like being in a blob.
I usually sleep a lot more than usual in hotel beds and they don't even have to that comfortable, I just sleep a lot more than usual. It takes me like 5 minutes to make it look like my own place, I just put my stuff where it feels right, move a couple of things and voilá, it's like my very own private blob.
I didn't really have to come to a hotel, I just had some 'reward nights' from all the traveling I did last year and thought it would be nice to use it before they expired, plus, I like the solitude, the 'nobody cares who you are' feel of it all. And the breakfast buffet (even though I usually don't make it in time - see 'sleep more than usual' above).
Anyway, yeah I'm at a hotel for a couple of days, until I can move into my new place - it's complicated, don't ask, I don't want to have to explain - it's weird, makes me act weird, but I like it.
I usually sleep a lot more than usual in hotel beds and they don't even have to that comfortable, I just sleep a lot more than usual. It takes me like 5 minutes to make it look like my own place, I just put my stuff where it feels right, move a couple of things and voilá, it's like my very own private blob.
I didn't really have to come to a hotel, I just had some 'reward nights' from all the traveling I did last year and thought it would be nice to use it before they expired, plus, I like the solitude, the 'nobody cares who you are' feel of it all. And the breakfast buffet (even though I usually don't make it in time - see 'sleep more than usual' above).
Anyway, yeah I'm at a hotel for a couple of days, until I can move into my new place - it's complicated, don't ask, I don't want to have to explain - it's weird, makes me act weird, but I like it.
sábado, junho 18, 2011
Na cabeça: "Truckin' " - Grateful Dead
...You're sick of hangin' around and you'd like to travel,
Get tired of travelin' and you want to settle down.
I guess they can't revoke your soul for tryin',
Get out of the door and light out and look all around.
Sometimes the light's all shinin' on me;
Other times I can barely see.
Lately it occurrs to me, what a long, strange trip it's been....
E o mundo gira rápido. Com sempre, como eu gosto. Como eu pedi para parar, como eu pedi para descer, mas não rolou.
Longa semana, longos meses, longo semestre. Anteontem eu vi o mar. Ontem quase fui parar em Santos por engano, quis inovar, peguei o rodoanel, quando vi a placa "Imigrantes - 37 KM" eu quase surtei. Mas respirei, vi a placa "Atenção - Animais Selvagens", dei risada, aumentei o som e dirigi. O céu estava lindo. A estrada boa. E voltei para SP, não fui para Santos, coisas demais acumuladas e atrasadas a serem feitas.
Na estrada pensei em várias coisas a serem escritas, vários pensamentos desconexos, que na hora consegui meio que costurar e montar uma colcha de retalhos, que olhando bem de longe formava meio que uma daquelas Monalisas de fotinhos, mas entre ontem e hoje perdi a pontinha da linha e a costura descosturou.
Talvez seja falta de prática, esse blog andou abandonado, dei atenção a outras coisas, outros escritos, outros lugares, estava me sentindo muito mala velha, que se abre fácil demais. Continuo sendo mala velha, mas não aqui.
Enfim, o céu estava lindo, a Represa Billings até que é bem legal, esse post está sendo escrito no meu MacBook e "Atenção - Animais Selvagens"
Get tired of travelin' and you want to settle down.
I guess they can't revoke your soul for tryin',
Get out of the door and light out and look all around.
Sometimes the light's all shinin' on me;
Other times I can barely see.
Lately it occurrs to me, what a long, strange trip it's been....
E o mundo gira rápido. Com sempre, como eu gosto. Como eu pedi para parar, como eu pedi para descer, mas não rolou.
Longa semana, longos meses, longo semestre. Anteontem eu vi o mar. Ontem quase fui parar em Santos por engano, quis inovar, peguei o rodoanel, quando vi a placa "Imigrantes - 37 KM" eu quase surtei. Mas respirei, vi a placa "Atenção - Animais Selvagens", dei risada, aumentei o som e dirigi. O céu estava lindo. A estrada boa. E voltei para SP, não fui para Santos, coisas demais acumuladas e atrasadas a serem feitas.
Na estrada pensei em várias coisas a serem escritas, vários pensamentos desconexos, que na hora consegui meio que costurar e montar uma colcha de retalhos, que olhando bem de longe formava meio que uma daquelas Monalisas de fotinhos, mas entre ontem e hoje perdi a pontinha da linha e a costura descosturou.
Talvez seja falta de prática, esse blog andou abandonado, dei atenção a outras coisas, outros escritos, outros lugares, estava me sentindo muito mala velha, que se abre fácil demais. Continuo sendo mala velha, mas não aqui.
Enfim, o céu estava lindo, a Represa Billings até que é bem legal, esse post está sendo escrito no meu MacBook e "Atenção - Animais Selvagens"
sábado, fevereiro 19, 2011

Sexta-feira, você levanta, toma banho, bebe café, vai trabalhar, trabalha, almoça, trabalha mais um pouco, dá risada, vê mais do que colegas de trabalho, vê amigos com quem você trabalha, que trabalham no mesmo lugar que você, passa no supermercado, compra requeijão, vai pra casa.
We go back to your house...
Aí você sai, a expectativa começa a crescer no seu corpo, não existe possibilidade do show ser ruim, você até sabe disso, mas um concerto ao vivo sempre carrega algumas surpresas, o lugar pode ser pequeno, com acústica ruim, pode estar lotado demais, pode ser que o equipamento dê problemas, surpresas.
Because we know we're gonna be up late
But if you're worried about the weather
Then you picked the wrong place to stay
O lugar não é ruim, a acústica parece ok, o palco é um pouco apertado, por acaso você encosta na grade e começa a espera, longos 35 minutos até o show começar. And so it starts...
Catarse(s.f. "purificação", "evacuação" ou "purgação".
Segundo Aristóteles, a catarse refere-se à purificação das almas por meio de uma descarga emocional provocada por um drama.)
Sim, de vez em quando acontece de um dia normal, cotidiano, explodir numa noite de catarse. Dance Yrself Clean eles tocam e é isso que você faz. Por duas horas você se entrega e tudo deixa de existir, ao mesmo tempo que tudo volta, lembranças, memórias, sentimentos e sensações, sem linha lógica, racionalismos, sem esforço. Por 3 segundos você lembra de algo, aí o tlin de um xilofone te resgata e você volta.
On the road, there's always this
Sim, there's always this. Música. Amplificadores que levantam os pêlos do braços, que chegam a deslocar o ar de tanta força. Que invadem seu corpo. Te purificam. E todo o mundo grita junto, em desespero:
Dance with me until I feel all right...
I can change, I can change, I can change
If it helps you fall in love
Duas horas. Suor. Música. Dança. Purificação. Lágrimas.
I can still come home to this
terça-feira, janeiro 11, 2011
Na cabeça: “Solid Gold” – Chuck Prophet - “I wanna raise a toast… to my friends, near and far…”
Umas duas vezes por dia desde sempre eu penso em morar fora do Brasil um tempinho, nada demais, uns 3, talvez 5 anos, fico imaginando como seria estar fisicamente longe do meu mundo, ter que criar um novo, como eu explicaria a situação para minha avó, o que eu levaria comigo, onde eu gostaria de morar. Algumas vezes eu vou atrás disso, outras invento desculpas e motivos para não ir.
Hoje tenho despedida de uma pessoa muito querida que está indo morar no Canadá, por causa disso hoje pensei mais ainda em como seria estar de mudança para outro país, fiquei lembrando do meu amigo que mudou da Tunísia para Paris, dos problemas com as coisas dele que ficaram paradas na alfândega.
Depois da temporada sem casa tenho absoluta certeza que posso ir embora levando só umas poucas roupas, uma hd com música, uma meia dúzia de amigos e minha avó.
A questão é sempre essa, os objetos a gente pode deixar todos, as pessoas, o que elas representam na nossa vida, o que elas dizem sobre quem nós somos é que é difícil deixar a um oceano de distância.
As pessoas mais próximas de mim e a forma como eu me relaciono com elas definem quem eu sou. E aí se eu vou pra outro país e deixo isso longe, quem eu passo a ser? Better, worst or just another version of me? Penso que no começo worst, aí another, depois de um tempo better, definitivamente better.
Então para o meu amigo que está de mudança o recado é: Babe, I know we’ll meet again, hopefully soon and I’m glad ´cause even though you’re already a fantastic person, I’ll get to meet an even better version of you. Be good, enjoy the ride and keep at it, building your great and remarkable life.
PS. Relendo o post lembrei de algo muito importante, lembrei como tenho pessoas tão próximas do meu coração que moram tão longe de onde eu moro hoje, então nota mental: proximidade física no mundo de hoje pesa menos.
Umas duas vezes por dia desde sempre eu penso em morar fora do Brasil um tempinho, nada demais, uns 3, talvez 5 anos, fico imaginando como seria estar fisicamente longe do meu mundo, ter que criar um novo, como eu explicaria a situação para minha avó, o que eu levaria comigo, onde eu gostaria de morar. Algumas vezes eu vou atrás disso, outras invento desculpas e motivos para não ir.
Hoje tenho despedida de uma pessoa muito querida que está indo morar no Canadá, por causa disso hoje pensei mais ainda em como seria estar de mudança para outro país, fiquei lembrando do meu amigo que mudou da Tunísia para Paris, dos problemas com as coisas dele que ficaram paradas na alfândega.
Depois da temporada sem casa tenho absoluta certeza que posso ir embora levando só umas poucas roupas, uma hd com música, uma meia dúzia de amigos e minha avó.
A questão é sempre essa, os objetos a gente pode deixar todos, as pessoas, o que elas representam na nossa vida, o que elas dizem sobre quem nós somos é que é difícil deixar a um oceano de distância.
As pessoas mais próximas de mim e a forma como eu me relaciono com elas definem quem eu sou. E aí se eu vou pra outro país e deixo isso longe, quem eu passo a ser? Better, worst or just another version of me? Penso que no começo worst, aí another, depois de um tempo better, definitivamente better.
Então para o meu amigo que está de mudança o recado é: Babe, I know we’ll meet again, hopefully soon and I’m glad ´cause even though you’re already a fantastic person, I’ll get to meet an even better version of you. Be good, enjoy the ride and keep at it, building your great and remarkable life.
PS. Relendo o post lembrei de algo muito importante, lembrei como tenho pessoas tão próximas do meu coração que moram tão longe de onde eu moro hoje, então nota mental: proximidade física no mundo de hoje pesa menos.
terça-feira, dezembro 21, 2010
Esse ano que está acabando eu morei em 3 lugares diferentes, fui à 3 continentes, estive em 6 países, abracei mais de 200 pessoas, fui a mais de 1.000 lugares, trabalhei em 2 empresas, em 3 equipes, 5 projetos. Dormi em umas 15, talvez 20 camas diferentes. Fiz amigos novos, me afastei de antigos, fui surfar, beijei na boca, nadei no mar e passeei em Paris.
Comi comidas estranhas, apertei mão de desconhecidos, pedi colo à conhecidos, chorei em restaurante lendo livro novo e lendo livro velho, dormi em aeroportos, com a cabeça apoiada no notebook, passei por Imigração e Alfândega, fiquei presa em Roma por causa de fumaça de um vulcão. Dei presentes, ganhei presentes, bati papo de madrugada, com meu irmão, com meus amigos e sozinha mesmo. Fugi de mim, fugi de outros, me encontrei e me perdi, por ruas estranhas e dentro dos meus pensamentos.
O mais importante? "Love, Love, Love..." ('All you need is love' style), como tocou no casamento lindo que eu fui no sábado.
Porque nesse fim de ano fui lembrada que o importante é isso, Love, seja pelos amigos, pelos pretês, pela família, pelo trabalho, um projeto, por uma comida diferente / nova / esquisita, por um livro, um filme, uma frase, um tweet, uma música, um cd, um show, seja pelo o que for. O importante é deixar o amor transbordar. All you need is love
Enfim, não devo escrever aqui de novo até 2011, então: Lindo Natal, Ano Novo Perfeito à todos.
Comi comidas estranhas, apertei mão de desconhecidos, pedi colo à conhecidos, chorei em restaurante lendo livro novo e lendo livro velho, dormi em aeroportos, com a cabeça apoiada no notebook, passei por Imigração e Alfândega, fiquei presa em Roma por causa de fumaça de um vulcão. Dei presentes, ganhei presentes, bati papo de madrugada, com meu irmão, com meus amigos e sozinha mesmo. Fugi de mim, fugi de outros, me encontrei e me perdi, por ruas estranhas e dentro dos meus pensamentos.
O mais importante? "Love, Love, Love..." ('All you need is love' style), como tocou no casamento lindo que eu fui no sábado.
Porque nesse fim de ano fui lembrada que o importante é isso, Love, seja pelos amigos, pelos pretês, pela família, pelo trabalho, um projeto, por uma comida diferente / nova / esquisita, por um livro, um filme, uma frase, um tweet, uma música, um cd, um show, seja pelo o que for. O importante é deixar o amor transbordar. All you need is love
Enfim, não devo escrever aqui de novo até 2011, então: Lindo Natal, Ano Novo Perfeito à todos.
domingo, dezembro 05, 2010
No iPhone (de novo, igual mas diferente): "Falling" - Florence + The Machine
I dance with myself, I drunk myself down
Found people to love, left people to drown
I'm not scared to jump, I'm not scared to fall
If there was nowhere to land I wouldn't be scared at all
Então eu mudei de casa. 7 meses depois que eu saí da minha casa anterior, tenho um quarto. E estou morando em uma casa, coisa que não fazia desde que eu era bebê. E pela primeira vez estou dividindo minha casa com alguém que não é da minha família imediata.
Parece pouco, mas é bastante coisa, te garanto.
E meu quarto é azul calcinha, e tenho um armário com cabides de novo.
Eu podia dizer que o período acampando no escritório do meu irmão foi a prova máxima do meu desapego, mas não foi, não foi tão difícil assim viver sem meus livros e cd's, sem um armário com trezentas opções de roupas, tanto que eu nem trouxe minhas outras roupas para a casa nova ainda.
Foi até que bem legal voltar a bater papo de madrugada com meu irmão. Foi interessante / enriquecedor saber quais coisas materiais são realmente necessárias para mim. Conhecer minhas prioridades de fato.
A música repetida é isso, é sorrir sabendo que eu sou a mesma pessoa, que as mesmas palavras e melodias me movem, seja acampando no meu irmão sem um armário seja tendo um quarto e uma casa. Ainda que em constante mudança, I'm not scared to jump, I'm not scared to fall, I know I'll still be my very own person. Eu ainda fecho os olhos dançando e sorrio.
Enfim, é isso, feliz com a mudança, feliz com a casa, feliz com meus vizinhos, com saudades de bater papo de madrugada com meu irmão.
I dance with myself, I drunk myself down
Found people to love, left people to drown
I'm not scared to jump, I'm not scared to fall
If there was nowhere to land I wouldn't be scared at all
Então eu mudei de casa. 7 meses depois que eu saí da minha casa anterior, tenho um quarto. E estou morando em uma casa, coisa que não fazia desde que eu era bebê. E pela primeira vez estou dividindo minha casa com alguém que não é da minha família imediata.
Parece pouco, mas é bastante coisa, te garanto.
E meu quarto é azul calcinha, e tenho um armário com cabides de novo.
Eu podia dizer que o período acampando no escritório do meu irmão foi a prova máxima do meu desapego, mas não foi, não foi tão difícil assim viver sem meus livros e cd's, sem um armário com trezentas opções de roupas, tanto que eu nem trouxe minhas outras roupas para a casa nova ainda.
Foi até que bem legal voltar a bater papo de madrugada com meu irmão. Foi interessante / enriquecedor saber quais coisas materiais são realmente necessárias para mim. Conhecer minhas prioridades de fato.
A música repetida é isso, é sorrir sabendo que eu sou a mesma pessoa, que as mesmas palavras e melodias me movem, seja acampando no meu irmão sem um armário seja tendo um quarto e uma casa. Ainda que em constante mudança, I'm not scared to jump, I'm not scared to fall, I know I'll still be my very own person. Eu ainda fecho os olhos dançando e sorrio.
Enfim, é isso, feliz com a mudança, feliz com a casa, feliz com meus vizinhos, com saudades de bater papo de madrugada com meu irmão.
terça-feira, setembro 21, 2010
No iPhone: "Falling" - Florence + The Machine
I dance with myself, I drunk myself down
Found people to love, left people to drown
I'm not scared to jump, I'm not scared to fall
If there was nowhere to land I wouldn't be scared at all
Porque em algumas noites como hoje, com a Lua Cheia me iluminando, se eu ficar bem na pontinha dos pés, na beirada da sacada do décimo segundo andar, eu posso fechar os olhos e respirar o ar do Himalaia e sentir no meu corpo a Lua que brilhava em Dharamshala.
I dance with myself, I drunk myself down
Found people to love, left people to drown
I'm not scared to jump, I'm not scared to fall
If there was nowhere to land I wouldn't be scared at all
Porque em algumas noites como hoje, com a Lua Cheia me iluminando, se eu ficar bem na pontinha dos pés, na beirada da sacada do décimo segundo andar, eu posso fechar os olhos e respirar o ar do Himalaia e sentir no meu corpo a Lua que brilhava em Dharamshala.
quinta-feira, agosto 12, 2010
No iPod: uma das minhas músicas favoritas, de uma das minhas cenas favoritas, de um dos meus filmes favoritos. "Wise Up" - Aimee Mann - "...By now you know...It's not going to stop... 'Til you wise up..."
Lembra que outro dia eu disse que talvez estivesse interessada em um cara? Então, assumi que estava e gentilmente o informei do fato. Porque eu sou aquele tipo de gente esquisita que pensa que se eu não fizer ninguém fará por mim, que se eu não disser o que sinto e penso ninguém lerá minha mente e adivinhará o que eu penso, então, fui lá e avisei "olha, então, estou interessada em você".
Na verdade meu approach padrão seria outro, mas enfim, estou nesse momento de tentar ser uma mulher menos ãhn, incisiva, então fui doce.
E tomei um mega fora...
Sem drama, tudo bem, não foi o primeiro, não será o último, acontece. Mas sendo Polyana, o lado que foi bom pra mim foi que, diferente das duas outras vezes que isso aconteceu, invés de eu tentar convencê-lo que sou legal e seria divertido para ele estar comigo eu consegui respirar e virar pro outro lado e sair andando, sem perder a amizade ainda por cima! Citando o Dandy Warhols, "You were getting older, I was getting wiser."
PS. Blog novo aí do lado, o Captain's Blog!
Lembra que outro dia eu disse que talvez estivesse interessada em um cara? Então, assumi que estava e gentilmente o informei do fato. Porque eu sou aquele tipo de gente esquisita que pensa que se eu não fizer ninguém fará por mim, que se eu não disser o que sinto e penso ninguém lerá minha mente e adivinhará o que eu penso, então, fui lá e avisei "olha, então, estou interessada em você".
Na verdade meu approach padrão seria outro, mas enfim, estou nesse momento de tentar ser uma mulher menos ãhn, incisiva, então fui doce.
Sem drama, tudo bem, não foi o primeiro, não será o último, acontece. Mas sendo Polyana, o lado que foi bom pra mim foi que, diferente das duas outras vezes que isso aconteceu, invés de eu tentar convencê-lo que sou legal e seria divertido para ele estar comigo eu consegui respirar e virar pro outro lado e sair andando, sem perder a amizade ainda por cima! Citando o Dandy Warhols, "You were getting older, I was getting wiser."
PS. Blog novo aí do lado, o Captain's Blog!
segunda-feira, agosto 02, 2010
Ok, sobre a Ayahuasca... Veja bem, é uma bebida famosa por ser alucinógena né, então sem grandes novidades, sim, eu tive alucinações - inclusive por umas boas 3 horas pensei que estava tendo alucinações auditivas, mas nem tanto, era só uns trens que ficavam passando na divisa do sítio onde eu tomei o barato.
Pra começar então, fui com uns amigos a esse sítio em Itapecerica, não que eu tivesse expectativas de ter uma 'super-iluminação', transformação ou um vision quest ou qualquer revelação gigante ou algo do tipo, o que eu esperava era participar de um ritual de Imbolc, onde seria servido o chá e com isso ter sim uma experiência legal e por que não, 'espiritual'.
Enfim, o lugar era interessante, um sítio com esse trilho de trens do lado, uma tenda gigante, hexagonal, uma fogueira, umas 30 pessoas, muitos instrumentos (tambores, sanfona, caxixis e afins) e aí começou a parte que já não foi me agradando muito, tinha um dito 'xamã', ele começou explicando sobre como seria o ritual e no meio explicando Imbolc e aí outro veja bem; Uma das tattoos das minhas costas é uma Lua Tripla com um Pentagrama no meio, eu gosto de Wicca e estudei bastantão o assunto e discordo de algumas várias coisas que o cara disse, além de discordar bastante de ser um cara falando disso como se fizesse parte de um dito 'Xamanismo Brasileiro'... Especialmente porque enquanto ele falava esticadão na cadeira umas 5 mulheres ficavam bem serviçais arrumando a tenda.
Resumindo essa parte então, era um cara que misturou 'xamanismo' com cultura Celta e criou um 'ritual' - que ele mesmo assumiu que foi de último minuto - pra cobrar uma grana de quem queria tomar Ayahuasca, que era meu objetivo então eu paguei.
Agora sobre o barato. É, dá barato e enjôo e dor de barriga e se você acredita que vomitar e ter diarréia é parte do tal processo de renascimento e que se você resistir você vai passar mal então bem provável que você não segure a onda e vomite e tenha diarréia mesmo - E aí um dos momentos bizarros da madrugada, enquanto uma menina ficava cantando uma daquelas músicas que induzem transe tinha uma galera vomitando escandalosamente por todos os lados...
Saí com mais certeza ainda que é uma bebida alucinógena e que se você quiser vai alucinar algo bem 'profundo' e talvez vomitar no processo. Ou então ser tipo eu, que foi de boa, esperando ter uma experiência 'enriquecedora' e com isso alucinou coisas engraçadas e aí dormiu.
Resumindo tudo então, foi uma experiência interessante e cansativa - esse papo de ficar umas 13 horas deitada no chão passando frio durante a madrugada não é mole - nem um pouco transformadora e não tenho intenção de repetir, apesar que isso não garanto, afinal tenho tendência à fuga então tomar um lodozinho com gosto de graveto até que ok se der barato.
Pra começar então, fui com uns amigos a esse sítio em Itapecerica, não que eu tivesse expectativas de ter uma 'super-iluminação', transformação ou um vision quest ou qualquer revelação gigante ou algo do tipo, o que eu esperava era participar de um ritual de Imbolc, onde seria servido o chá e com isso ter sim uma experiência legal e por que não, 'espiritual'.
Enfim, o lugar era interessante, um sítio com esse trilho de trens do lado, uma tenda gigante, hexagonal, uma fogueira, umas 30 pessoas, muitos instrumentos (tambores, sanfona, caxixis e afins) e aí começou a parte que já não foi me agradando muito, tinha um dito 'xamã', ele começou explicando sobre como seria o ritual e no meio explicando Imbolc e aí outro veja bem; Uma das tattoos das minhas costas é uma Lua Tripla com um Pentagrama no meio, eu gosto de Wicca e estudei bastantão o assunto e discordo de algumas várias coisas que o cara disse, além de discordar bastante de ser um cara falando disso como se fizesse parte de um dito 'Xamanismo Brasileiro'... Especialmente porque enquanto ele falava esticadão na cadeira umas 5 mulheres ficavam bem serviçais arrumando a tenda.
Resumindo essa parte então, era um cara que misturou 'xamanismo' com cultura Celta e criou um 'ritual' - que ele mesmo assumiu que foi de último minuto - pra cobrar uma grana de quem queria tomar Ayahuasca, que era meu objetivo então eu paguei.
Agora sobre o barato. É, dá barato e enjôo e dor de barriga e se você acredita que vomitar e ter diarréia é parte do tal processo de renascimento e que se você resistir você vai passar mal então bem provável que você não segure a onda e vomite e tenha diarréia mesmo - E aí um dos momentos bizarros da madrugada, enquanto uma menina ficava cantando uma daquelas músicas que induzem transe tinha uma galera vomitando escandalosamente por todos os lados...
Saí com mais certeza ainda que é uma bebida alucinógena e que se você quiser vai alucinar algo bem 'profundo' e talvez vomitar no processo. Ou então ser tipo eu, que foi de boa, esperando ter uma experiência 'enriquecedora' e com isso alucinou coisas engraçadas e aí dormiu.
Resumindo tudo então, foi uma experiência interessante e cansativa - esse papo de ficar umas 13 horas deitada no chão passando frio durante a madrugada não é mole - nem um pouco transformadora e não tenho intenção de repetir, apesar que isso não garanto, afinal tenho tendência à fuga então tomar um lodozinho com gosto de graveto até que ok se der barato.
quinta-feira, julho 29, 2010
33 Anos. Sinto que mereço Parabéns por ter sobrevivido a mais um ano.
Batendo papo no telefone com um amigo até agora há pouco e ele falava de simbiose, de relacionamentos, de opções de Vida - não falo de carreira, estudo, essas coisas, mas sim coisas de Vida com 'V' maiúsculo mesmo.
Ele mencionou uma coisa que uma vez eu disse sobre um ex, que "eu via nele o mesmo abismo que sei que tenho entre a Dani que mora aqui fora e a Dani que mora aqui dentro. E me apaixonei pela pessoa que ele era aqui dentro, comigo, a pessoa que os outros não conheciam." (o post inteiro está aqui)
Desde que eu escrevi aquilo (e faz tempo, foi em 2005) muita coisa mudou, mas continuo acreditando nisso, nessa coisa de estar com pessoas que você ama ainda mais no privado, de pijama, cabelo sujo, falando bobagens, confessando loucuras de madrugada. E agora tenho ainda mais certeza que essas pessoas são poucas no mundo. Essa tal de simbiose.
Mas preciso dizer que a Dani de 2005 diria pra ele não se contentar com menos que um amor-paixão simbióticos loucos e lindos, a Dani de 2010 nem tanto... Pois é, pisquei e tenho 33 anos e 'cautela'... Péssimo...
Enfim, muitas perguntas, poucas respostas, a DaniDani quer dar uma espiadela no fim da vida dela só pra ter certeza que está fazendo a coisa certa, saber se continua ou não. Eu fui na 'mulher das runas' e pedi pra ela parar de falar da minha vida 'amorosa' porque não quero ficar sugestionada, prefiro não saber, ir lá e descobrir.
Nesse momento, mesmo com os dias de silêncio pré-aniversário ainda me sinto Jesse e digo I think "I'm designed to feel slightly dissatisfied."
Batendo papo no telefone com um amigo até agora há pouco e ele falava de simbiose, de relacionamentos, de opções de Vida - não falo de carreira, estudo, essas coisas, mas sim coisas de Vida com 'V' maiúsculo mesmo.
Ele mencionou uma coisa que uma vez eu disse sobre um ex, que "eu via nele o mesmo abismo que sei que tenho entre a Dani que mora aqui fora e a Dani que mora aqui dentro. E me apaixonei pela pessoa que ele era aqui dentro, comigo, a pessoa que os outros não conheciam." (o post inteiro está aqui)
Desde que eu escrevi aquilo (e faz tempo, foi em 2005) muita coisa mudou, mas continuo acreditando nisso, nessa coisa de estar com pessoas que você ama ainda mais no privado, de pijama, cabelo sujo, falando bobagens, confessando loucuras de madrugada. E agora tenho ainda mais certeza que essas pessoas são poucas no mundo. Essa tal de simbiose.
Mas preciso dizer que a Dani de 2005 diria pra ele não se contentar com menos que um amor-paixão simbióticos loucos e lindos, a Dani de 2010 nem tanto... Pois é, pisquei e tenho 33 anos e 'cautela'... Péssimo...
Enfim, muitas perguntas, poucas respostas, a DaniDani quer dar uma espiadela no fim da vida dela só pra ter certeza que está fazendo a coisa certa, saber se continua ou não. Eu fui na 'mulher das runas' e pedi pra ela parar de falar da minha vida 'amorosa' porque não quero ficar sugestionada, prefiro não saber, ir lá e descobrir.
Nesse momento, mesmo com os dias de silêncio pré-aniversário ainda me sinto Jesse e digo I think "I'm designed to feel slightly dissatisfied."
domingo, julho 25, 2010
No iTunes: "Ramblin' (Wo)Man" - Cat Power
Ramblin Women on the phone can babble for over an hour.
E eu que amo tanto dirigir, que amo tanto meu carro, que amo tanto São Paulo, que sou paranóica e vivo de janela fechada no trânsito. Tive pesadelos a noite inteira, passei o dia zumbi e sinto uma nóia se apropriando do meu corpo me dizendo pra não viajar sozinha (coisa que eu também amo).
Tinha decidido passar uns dias só comigo, em silêncio, fazer 33 anos me assusta um pouco, todos os altos e baixos desse primeiro semestre já tinham me dito que preciso de alguns dias para 'regroup' e aí de repente tem um louco socando a janela do meu carro e tentando puxar minha cabeça através da janela estourada. Não foi legal. Nem tão divertido quanto soa.
Então a nóia tenta tomar meu ser, eu respiro e paro no farol maligno, sozinha e mexendo no celular de novo. A nóia tenta tomar meu ser, eu respiro e vou viajar sozinha. Não acredito em medos paralisantes. E muito menos em traumas por coisas como uma tentativa de assalto, especialmente quando tem mulheres sendo estupradas como artifício de guerra em 2010. Get your life in perspective.
Mas antes de viajar, a DaniDani me lembrou da 'consulta' com a 'mulher das runas celta' que a gente queria marcar então ok, vou só depois de ter ouvido que o futuro será fantástico, que tudo vai dar certo e ficar lindo. Hey, R$ 50,00 por esse tipo de reassurance é uma pechincha!
Ramblin Women on the phone can babble for over an hour.
E eu que amo tanto dirigir, que amo tanto meu carro, que amo tanto São Paulo, que sou paranóica e vivo de janela fechada no trânsito. Tive pesadelos a noite inteira, passei o dia zumbi e sinto uma nóia se apropriando do meu corpo me dizendo pra não viajar sozinha (coisa que eu também amo).
Tinha decidido passar uns dias só comigo, em silêncio, fazer 33 anos me assusta um pouco, todos os altos e baixos desse primeiro semestre já tinham me dito que preciso de alguns dias para 'regroup' e aí de repente tem um louco socando a janela do meu carro e tentando puxar minha cabeça através da janela estourada. Não foi legal. Nem tão divertido quanto soa.
Então a nóia tenta tomar meu ser, eu respiro e paro no farol maligno, sozinha e mexendo no celular de novo. A nóia tenta tomar meu ser, eu respiro e vou viajar sozinha. Não acredito em medos paralisantes. E muito menos em traumas por coisas como uma tentativa de assalto, especialmente quando tem mulheres sendo estupradas como artifício de guerra em 2010. Get your life in perspective.
Mas antes de viajar, a DaniDani me lembrou da 'consulta' com a 'mulher das runas celta' que a gente queria marcar então ok, vou só depois de ter ouvido que o futuro será fantástico, que tudo vai dar certo e ficar lindo. Hey, R$ 50,00 por esse tipo de reassurance é uma pechincha!
quarta-feira, julho 14, 2010
Conversas entre leoninas.
No iPhone: "Heart skipped a beat" - The xx - ...sometimes I still need you...
Começando a assumir que talvez eu esteja interessada de verdade em um cara. E quem me conhece sabe como isso é difícil para mim. Doloroso mesmo.
Mas mesmo assim ouço uma música e mando para outro cara, porque o novo eu penso que não vai entender então vai para um outro antigo que acredito que entende - apesar que sinto que ele não entendeu, mas enfim, a intenção.
A gente tem dessas, eu ia dizer que 'mulheres têm dessas', mas seria injusto. O que nos liga com uma pessoa às vezes é tão exclusivo e pontual que não faria sentido tentar duplicar ou replicar aquilo com outros então eu ouço uma música, penso em uma pessoa e é pra essa pessoa que a música vai, não para o novo.
---
Adendando porque me disseram que o post ficou triste - o que não era pra ser, mas a minha felicidade real é mesmo um pouco melancólica.
Complemento dizendo que eu amo essa coisa de ter uma ponte única e exclusiva com certas pessoas, de ter aquela piada que só aquele ex sacaria, uma música que transportaria só outro alguém determinado para longe, that's the beauty of it.
Num mundo de clichês, de piadas prontas, fáceis e rápidas, exclusividade ("s.f. Direito que não admite participação de outrem.") é lindo.
PS (a pedido): Resumo de tudo, o assunto é interno, a conversa é com umbigos.
No iPhone: "Heart skipped a beat" - The xx - ...sometimes I still need you...
Começando a assumir que talvez eu esteja interessada de verdade em um cara. E quem me conhece sabe como isso é difícil para mim. Doloroso mesmo.
Mas mesmo assim ouço uma música e mando para outro cara, porque o novo eu penso que não vai entender então vai para um outro antigo que acredito que entende - apesar que sinto que ele não entendeu, mas enfim, a intenção.
A gente tem dessas, eu ia dizer que 'mulheres têm dessas', mas seria injusto. O que nos liga com uma pessoa às vezes é tão exclusivo e pontual que não faria sentido tentar duplicar ou replicar aquilo com outros então eu ouço uma música, penso em uma pessoa e é pra essa pessoa que a música vai, não para o novo.
Adendando porque me disseram que o post ficou triste - o que não era pra ser, mas a minha felicidade real é mesmo um pouco melancólica.
Complemento dizendo que eu amo essa coisa de ter uma ponte única e exclusiva com certas pessoas, de ter aquela piada que só aquele ex sacaria, uma música que transportaria só outro alguém determinado para longe, that's the beauty of it.
Num mundo de clichês, de piadas prontas, fáceis e rápidas, exclusividade ("s.f. Direito que não admite participação de outrem.") é lindo.
PS (a pedido): Resumo de tudo, o assunto é interno, a conversa é com umbigos.
segunda-feira, junho 21, 2010
Vídeo da minha chegada à Paris (mal feito porque eu demorei para encontrar de onde vinha o som) - Estação Châtelet.
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